No pior resultado apurado desde setembro de 2014, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o último pregão do mês em queda, acumulando perda de 10,09% no mês, e impulsionada pela queda das principais ações do Bradesco após a Polícia Federal indiciar o presidente do banco no âmbito da Operação Zelotes.

As ações do Bradesco PN caía 4,58 por cento quando foi noticiado que o presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, foi indiciado pela Policia Federal por envolvimento na Operação Zelotes. Ainda outros dois executivos do banco foram indiciados.

A operação Zelotes investiga um esquema de corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (CARF), órgão colegiado do Ministério da Fazenda.

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São crimes como tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Mesmo com o Ibovespa chegando a subir 0,62 na primeira etapa do pregão, com a debilidade das bolsas em Wall Street e o enfraquecimento do petróleo e a debilidade externa que acentuou a pressão vinda de ruídos políticos e do rebalanceamento do índice global MSCI, seguidos do indiciamento executivos do segundo maior banco privado do país, fez com que o Ibovespa recuasse 1,37 por cento na mínima do dia, segunda a Reuters.

Segundo a Reuters, "o rebalanceamento do MSCI e suas subdivisões, incluindo a do Brasil, passa a valer após o fechamento desta terça-feira e exclui as ações da Estácio Participações e da B2W, enquanto inclui AES Tiête".

Outros fatores contribuíram para a queda da Bolsa, que acumula uma alta de 12 por cento no ano, como a correção geral em mercados emergentes com a precificação sobre o aumento dos juros norte-americanos, a fraca economia do país.

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Ficando outras principais ações da Bolsa em baixa, como foi o caso das ações da Petrobras, que encerrou com as preferenciais em queda de 4,06 por cento, VALE encerrou com as preferenciais em queda de 1,14 por cento, Estácio Participações recuou 4,74 por cento.

Mesmo com a baixa acumulada da bolsa, algumas ações tiveram alta, como foi o caso da Fibria, que saltou 5,03 por cento, Suzano Papel Celulose com ganho de 2,88 por cento e Cemig, que valorizou 3,87 por cento. #Crise econômica