Quem pretende comprar dólares ou outras moedas estrangeiras em espécie nos bancos brasileiros terá uma tributação bem maior. Dos atuais 0,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a partir de amanhã a alíquota quase triplica e chega aos 1,1%. O Governo Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) de hoje (02/05) a medida que passa a valer já amanhã. A intenção do Ministério da Fazenda é aumentar a arrecadação anual em mais de 2 bilhões de reais com a medida.

Ainda em 2013 o Governo do Brasil já tinha aumentado o valor do IOF para compras realizadas através de cartões de débito, no saque em moeda realizado no exterior e nos famosos cheques de viagem.

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A taxa é de 6,38%, porém até então a compra de moeda estrangeira em espécie não tinha sofrido elevação no valor do imposto, que se altera a partir de agora.

Outras Medidas

No início de 2016 o Governo Federal aumentou a taxa do Imposto de Renda de 0% para 25% em remessas feitas ao exterior. Com isso muitas empresas de turismo tiveram as vendas prejudicadas e reagiram, conseguindo uma redução para 6% ante os 25% proposto. Existe uma isenção para despesas com educação, finalidade científica e de saúde.

Brasileiros Gastando Menos

Esses aumentos consecutivos estão fazendo com que os brasileiros evitem gastar no exterior. Além do dólar muito alto, o que dificulta a saída do Brasil, com taxas e impostos elevados há um freio nos gastos no exterior. De acordo com o Banco Central, o valor dos gastos pelos brasileiros em 2016 fora do Brasil foi a metade em relação ao mesmo período do ano passado, o menor desde 2009.

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Apertando o Cinto

Com a recessão batendo na porta, o governo do Brasil está apertando o cinto, porém é o cinto dos brasileiros e não o do próprio governo. Para quem precisa viajar ao exterior ou mantém vínculos financeiros com o Brasil mesmo estando fora dele, a medida será danosa. O aumento sucessivo de impostos através de decretos mostra que o governo está tentando sair da crise às custas de aumento de taxas e impostos, porém as medidas parecem ainda não terem surtido efeito. #Dilma Rousseff #Crise econômica #Crise-de-governo