A produção de carros na fábrica da Chery, em em Jacareí (SP), foi interrompida hoje (18), e só será retomada no dia 1º de junho. Ao todo, são 140 funcionários que entraram de licença remunerada. De acordo com informações da montadora, o motivo para a paralisação é a demora na entrega de produtos utilizados na linha de produção de dois modelos.

De acordo com o sindicato dos metalúrgicos, a licença não afetará de forma negativa os funcionários, pois os mesmos continuarão recebendo normalmente, tanto o salário quanto os benefícios.

Mas o prejuízo na falta de peças não atingiu somente a fabricante de Jacareí. A linha de montagem da Volkswagen que fica em Taubaté (SP) também está paralisada desde a última segunda-feira (16), por falta de acessórios necessários na montagem.

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No caso da Volkswagen, ela entrou com uma liminar na justiça para obrigar a fabricante de bancos, a Keiper, retomar o fornecimento em no máximo 24 horas. No caso de descumprimento por parte da Keiper, a multa diária será de R$ 500 mil. A Keiper disse vai recorrer, alegando que boa parte do quadro de funcionários está de férias, e, por esse motivo, não conseguirá retomar o fornecimento.

E quem também está paralisada por falta de produto é a montadora Fiat, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. A paralisação começou no dia 14 de maio, pois as empresas Tower e Mardel, que pertencem a uma multinacional suspenderam o fornecimento de estruturas metálicas e componentes para a fabricante. O motivo da suspensão seria uma dívida da montadora com as fornecedoras, para a qual não foi efetuado o pagamento.

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A assessoria da montadora afirma que não há dívidas em aberto com as fornecedoras, e que a suspensão do fornecimento se deu pelo fato de estarem discutindo reajustes nos preços das mercadorias. Ainda, de acordo com a assessoria da Fiat, a empresa irá recorrer à justiça para que o fornecimento seja retomado e a produção volte a funcionar. Com essa paralisação, são mais de 50 mil trabalhadores sem atividade, além de um prejuízo diário que pode chegar a R$ 30 milhões. #Negócios #Crise