Após uma elevação do superávit em torno de 27%, no mês passado, anunciado pelo Banco Central e Tesouro Nacional, o #Governo não deixou de amargar uma redução nas suas receitas, algo em torno de 11,4%, quando comparado com o mesmo período do ano anterior. Este resultado foi afetado diretamente pela queda na arrecadação do INSS, seguido de uma elevação em suas despesas, o que ajudou a elevar o seu rombo em mais de 150%.

Apesar de contabilizar um superávit nas contas de abril último na ordem de R$ 9,75 bilhões, isto não foi suficiente para reverter a queda deste valores que acontece pelo segundo ano consecutivo. Apesar do mês que antecede a maio ser considerado, de forma histórica, um período de aumento na arrecadação, o governo não conseguiu reverter o problema que se repete neste ano.

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Segundo os cálculos oficiais, os acumulados neste ano já somam um prejuízo de R$ 8,5 bilhões. O apurado para doze meses chega a R$ 137,8 bi. As projeções já falam em R$ 170 bi, ao final deste ano.

O reflexo nas contas do governo sofreu influência direta da queda da arrecadação da Previdência Social que, por sua vez, foi motivada pela grave #Crise econômica. As empresas foram obrigadas a promoverem uma onda de demissão em massa. Com mais desempregados, o volume de contribuições caiu, principalmente, dos trabalhadores de carteira assinada, cujo desconto, via folha, teria que ser repassado obrigatoriamente pelos empregadores. Com mais gente fora do mercado de trabalho, as despesas do governo aumentaram, principalmente, pela elevação das solicitações de seguro desemprego e outros tipos de subsídios que ele terá que lançar mão para tentar equilibrar a economia.

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Segundo os cálculos da área previdenciária, as despesas do INSS chegaram a R$ 7 bilhões nestes primeiros quatro meses do ano, além de uma queda de receita de R$ 7,3 bilhões, causada pela questão do desemprego.

Nem mesmo as medidas de contenção de despesas, tais como o corte de mais de R$ 5 bilhões de reais com pessoal e outros tipos de programas ministeriais foram suficientes para amenizar a queda consecutiva do superávit desde 2014. Diante da grave situação, o governo atual de Michel Temer deverá adotar mais ações de restrição de gastos públicos, incluindo os de caráter obrigatório. Além disto, ele deverá optar pela reforma previdenciária, como uma forma de equilibras as contas do governo.

  #PrevidenciaSocial