A #Crise econômica iniciada em 2015 continua a afetar a classe trabalhadora. O aumento do desemprego faz com que famílias que tinham atingido um padrão mais alto de consumo estejam descendo de classe social.

Um estudo da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) mostra que, no último ano, quase 1 milhão de pessoas caíram da classe B2 (classificação IBGE) para classe C1, assim como também caíram da classe C1 para a C2. Os efeitos da falta de emprego e a inflação são os principais vilões dessa movimentação negativa na classe econômica. A perda de poder de consumo das famílias afeta diretamente todo o ciclo econômico.

Publicidade
Publicidade

As famílias estão comprando menos bens duráveis como máquina de lavar, televisões e geladeiras que, apesar de serem parcelados ou financiados, não são a escolha dos consumidores. Apesar dessa possibilidade, a alta dos juros e o desemprego não estão permitindo as pessoas arriscarem com compras parceladas ou compromissos de médio e longo prazo.

O consumo de bens considerados como supérfluos, como um segundo carro, uma casa maior ou mesmo uma reforma, não estão fazendo parte do planejamento das famílias brasileiras nesse momento.

Inflação

Existe uma expectativa do governo de Michel Temer de diminuição da inflação, todavia a inflação de Abril/16 não manteve a queda que ocorreu no mês de Março/16 que ficou abaixo da previsão dos analistas financeiros e principais agências internacionais. O indicador apresentado pelo IBGE foi de 0,61%, acima do percentual de 0,43% apontado em Março/16.

Publicidade

Em entrevista ao Estadão, Luis Pilli, da Abep, diz que “percentualmente, esse movimento é pequeno. Mas, em termos absolutos, estamos falando em um acréscimo de mais de 910 famílias nas classes pobres em apenas um ano. É um numero expressivo”.

A equipe econômica de Henrique Meirelles vem trabalhando para conter essa queda e realizar o ajuste fiscal, visando assim o equilíbrio das contas públicas e a volta do emprego. As medidas que estão sendo tomadas buscam conter a inflação e já iniciar um movimento de recuperação da economia a partir do 2.º semestre de 2016. #Crise econômica #Crise no Brasil