Preocupante! Sim, talvez seja essa a palavra mais adequada para se referir ao contexto de inadimplência pelo qual atravessa o Brasil, fato este que é revelado por meio de índices de aferição - tanto públicos, quanto privados. Para piorar a situação, vale lembrar que, por exemplo, nos estados de Mato Grosso e São Paulo há a proibição legal de se “negativar’ alguém no chamado cadastro negativo, sem que haja a comprovação oficial dos Correios com o AR - Aviso de Recebimento. 

Conforme informações da Serasa Experian, a situação mais grave de falta de pagamento das contas, cabe ao estado de São Paulo, que sozinho é o responsável por 30% da inadimplência em todo o país e por 60% a 70% somente no Sudeste.

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Com a falta de informações de quem realmente está atrasado com as contas, os escritórios de cobrança abandonaram, mesmo que temporariamente, a divulgação dos dados reais sobre os devedores. 

Marcela Kawauti, que é a economista-chefe da SPC Brasil, reitera o parecer do Serasa, afirmando que o número das pessoas que estão com o CPF “sujo” ou em atraso com os seus pagamentos superam os 59 milhões, e isso sem levar em conta a região Sudeste, que tem a maior concentração demográfica do país. 

A medição através de estudos da Serasa, chega ao somatório de 60 milhões de pessoas em atraso em suas contas, cujas dívidas chegam a R$ 256 bilhões. Outra informação importante é fornecida por Luiz Rabi, economista-chefe da Serasa, que revelou que os escritórios de crédito e cobrança fazem a inclusão dos que ficaram sem pagar somente após 60 dias de atraso. 

Até mesmo as contas de consumo, tais como: água, gás e luz estão tendo atrasos, acrescenta Rabi, pois em março de 2016, 17,9% dos R$ 256 bilhões vêm desse segmento.

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O atraso nas contas de consumo está atrás somente das dívidas com cartão de crédito que até o mês de março representavam 27,2% do total de dívidas postergadas. 

A crise no país é tão séria, que muitas famílias não estão conseguindo mais honrar o pagamento das contas consideradas essenciais no dia a dia de qualquer um. Tanto é assim, que também o segmento de serviços contribuiu negativamente com 11,4% do somatório das dívidas a serem pagas. No mês de março de 2015, o total em aberto era de 9% de atrasos. 

Especialistas financeiros e a ANBC - Associação Nacional dos Birôs de Crédito falam em recuperação da inadimplência a ser iniciada no ano de 2018, devido ao fator desemprego, que teve um aumento a partir de 2015 e a diminuição da renda real ou verdadeira da população brasileira. Resumidamente, o ditado de “apertar os cintos” nunca se fez tão necessário como nesses momentos críticos nos quais o Brasil se vê mergulhado. #Crise econômica #Crise no Brasil #Michel Temer