A empresa de telefonia OI está passando por dificuldades financeiras. A operadora entrou com pedido de recuperação judicial. O valor da dívida chega a totalizar R$ 65,4 bilhões.

A solicitação ocorreu depois de tentativas frustradas de acordo com seus credores. A empresa alega não ter condições de pagar a dívida. A operadora divulgou uma nota expondo a situação.

"Considerando os desafios decorrentes da situação econômico-financeira das empresas Oi à luz do cronograma de vencimento de suas dívidas financeiras, ameaças ao caixa das empresas Oi representadas por iminentes penhoras ou bloqueios em processos judiciais, e tendo em vista a urgência na adoção de medidas de proteção das empresas Oi, a companhia julgou que apresentação do pedido de recuperação judicial seria a medida mais adequada, neste momento".

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A OI tem hoje aproximadamente 70 milhões de usuários, sendo a maior concessionária de telecomunicação do país. As ações da empresa estão perdendo valor no mercado, chegando a cair 30% nesta terça-feira (21).

O que é recuperação judicial?

É um recurso para evitar a falência de uma empresa, no qual ela tem um tempo para se reestruturar e sair de uma dificuldade enfrentada naquele momento. A recuperação judicial é solicitada quando a empresa não tem mais condições de arcar com as dívidas.

A recuperação judicial é regulamentada pela lei 11.101/2005. A empresa solicita através da justiça esse pedido e a partir dessa data tem seis meses para negociar suas dívidas e se reorganizar financeiramente, evitando assim a falência.

Como ficam os clientes da Oi?

A operadora informou através de um comunicado que os clientes não serão afetados e que a recuperação judicial permite que a empresa mantenha os serviços para os usuários.

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"A Oi continuará trabalhando para conquistar novos clientes, mantendo suas vendas de serviços e produtos em todos os seus canais de distribuição e atendimento. As atividades de instalação, manutenção e reparo também continuarão sendo desempenhadas prontamente.”

Os usuários que tiverem problemas com os serviços prestados pela operadora podem procurar o órgão de defesa do consumidor de sua cidade. #Crise #Finança