A ampliação do canal do Panamá, que teve sua largura e profundidade aumentadas, fará o país crescer lentamente, e não há dúvidas em relação à essa previsão que, segundo os economistas, corresponderá já em 2016 a um acréscimo de 0,86% ao PIB (Produto Interno Bruto) em comparação ao ano de 2015.

Esse número corresponde à um aumento de faturamento na ordem de 400 a 450 milhões de dólares neste ano com perspectivas de alcançar US$ 1 bilhão no ano fiscal de 2017.

Com essa previsão, surge a expectativa dos órgãos internacionais de financiamento de um crescimento anual de 6% de forma sustentável até atingir, em 2025, o faturamento de US$ 3 bilhões.

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Mais de cento e cinquenta navios já têm reserva para a travessia até 30 de setembro quando se encerra o ano fiscal de 2016, mas a viagem inaugural do novo canal será realizada no próximo domingo, dia 26 de junho, a um custo de US$ 600 mil, que será pago pela gigante chinesa COSCO.

Segundo Jorge Quijano, administrador da ACP (Autoridade do Canal do Panamá), que é mais cauteloso em suas previsões, o aumento de faturamento estará ligado diretamente ao atendimento rápido da demanda, e alerta que esse mercado é extremamente volátil e tem forte influência do preço do petróleo, o que nem sempre torna o caminho mais curto, o mais vantajoso, levando-se em consideração as taxas e pedágios cobrados pelo canal.

Para se ter uma ideia da competitividade do setor, o Canal de Suez, no Egito, anunciou recentemente um desconto de 65% nas suas tarifas para navios partindo da costa leste americana com destino ao sudeste asiático.

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Isso torna o percurso atrativo, apesar dos 15 dias a mais de viagem necessários.

Segundo a Organização das Nações Unidas, por meio de seu programa de desenvolvimento para a América Latina e Caribe, um novo ciclo no comércio latino-americano se inicia nos próximos dias com a reinauguração do canal. Ao menos essa é a opinião do economista George Gray, representante da entidade.

A equatoriana Gabriela Rivadeneira, presidente do Parlamento Latino-Americano é incisiva ao afirmar que as dificuldades serão grandes caso a renovação do Canal não venha acompanhada da abertura de novas economias e da produção local. #Crise econômica #Trabalhar no exterior #Desenvolvimento Tecnológico