O cabo de guerra entre o #Governo Interino, de um lado, e Sindicatos e assistidos, do outro, prossegue. A Geap Autogestão em Saúde, fundada em 1945, assiste cerca de 600.000 vidas e é uma das mais importantes operadoras de planos de saúde do Brasil, atendendo servidores públicos federais ativos e aposentados, seus familiares e dependentes.

A GEAP definiu, em novembro do ano passado, um aumento de 37,55% para 1º de fevereiro deste ano. Tal aumento provocou enorme insatisfação entre os assistidos, que buscaram a guarida das suas entidades sindicais representativas para tentar reduzir este índice. Além de uma chuva de ações judiciais, a medida provocou a saída de assistidos que não tinham como custear o plano com a nova tabela, bem superior ao 13,55% de reajuste dos planos regulados pela Agência Nacional de #Saúde Suplementar (ANS).

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Vários sindicatos obtiveram liminares que impuseram a redução do aumento para 20%, após o qual o Conselho Administrativo da GEAP recuou e aceitou reduzir o índice para 20% acompanhando as decisões judiciais.

Ocorre que, após a posse do Governo Interino, a Casa Civil entrou com uma ação contra as mudanças no Conselho Administrativo e pelo retorno do aumento de 37,55%, obtendo, da juíza federal Katia Balbino de Carvalho Ferreira, da 3ª Vara do Distrito Federal, no último dia 15, uma liminar. Na mesma decisão, a magistrada destituiu o atual presidente do Conad/Geap, Irineu Messias de Araújo, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS), e nomeou em seu lugar Laércio Roberto Lemos de Souza, funcionário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que demitiu toda a diretoria executiva e assessores da empresa, contratando novos profissionais.

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As entidades sindicais conseguiram reverter o aumento mais uma vez, porém, no dia 23, a Advocacia-Geral da União restabeleceu o índice maior de 37,5%, alegando que a redução do aumento representaria uma queda na arrecadação de R$ 50 milhões ao mês, necessário para o governo federal.

Na próxima quinta-feira, dia 30, haverá um ato em frente ao Bloco K do Ministério do Planejamento, em defesa da GEAP, organizado por entidades sindicais, que questionam a ingerência política do governo interino em um plano de saúde que deveria ser de livre autogestão. Afirmam, também, que mais de 1/3 de aumento nos planos em um cenário onde o reajuste dos servidores federais será de 5,5%, é condenar boa parte dos usuários, de baixa renda e acima dos 59 anos, a abandonar a GEAP. #Crise