A empresa de telefonia Oi anunciou nessa segunda-feira, 20, que entrou na Comarca da Capital do Rio de Janeiro com pedido de recuperação judicial. As dívidas da empresa ultrapassam os 65 milhões de reais. O prejuízo já vinha sendo acumulado desde o ano de 2015, quando fechou o ano com um déficit de 5,3 bilhões. Só nos três primeiros meses desse ano, já registrou o prejuízo de 1,64 bilhões.  

Sequência de notícias ruins

A situação da empresa já não anda muito boa nos últimos dias. Segundo dados da Anatel, a participação da Oi no mercado tem sido superada pela Vivo, Tim e Claro. Sendo de 18,6%, a participação da Oi, a Claro com 25,28%, 28,57% da Vivo e a empresa TIM com 25,88%  No dia 10 desse mês, já em meio a #Crise, o presidente Bayard De Paoli Gontijo, renunciou ao cargo, e, para completarm na sexta-feira passada, 17, a nota de crédito da empresa foi rebaixada para o último nível possível, o C, nível que considera insustentável a atual estrutura de capital financeiro da empresa.

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A avaliação é realizada pela agência Fitch ratings. 

Ações fecham a segunda em queda

De acordo com a Reuters, as ações da operadora fecharam em queda após a notícia de que o grupo de telecomunicações Oi irá suspender as obrigações financeiras por 180 dias. O acordo foi assinado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. As ações preferenciais caíram 10% e as ordinárias, 5,97%. 

Justificativa para pedido judicial

De acordo com a empresa, que se manifestou em um comunicado, o pedido de recuperação judicial vem como forma de manter os compromissos com as regras assumidss com a Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, garantindo a continuidade e o fornecimento de serviço com qualidade as seus clientes. E se fez necessário visto a situação econômica-financeira da operadora e os vencimentos das dívidas financeiras.

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Foi a forma mais adequada encontrada, como medida de proteção das empresas Oi, ante a ameaça ao caixa da empresa decorrentes de bloqueios ou penhoras em processos judiciais contra a mesma.  #Comunicação #Justiça