O feijão, um dos itens mais importantes da cesta básica, e que está presente na mesa da maioria dos brasileiros, tem trazido preocupação tanto às famílias brasileiras quanto ao #Governo federal. O motivo é o preço acumulado do produto, nos últimos 12 meses.

Para tentar reduzir o preço desse item nos supermercados e na despesa das famílias, o presidente em exercício Michel Temer autorizou o aumento na importação do produto, de países que fazem parte do Mercosul, entre eles: Argentina, Paraguai e Bolívia.

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, em entrevista ao Portal do Planalto, afirmou que está em estudo a possibilidade de importação de países como México e China, mas isso dependeria da assinatura de um acordo sanitário.

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Outras Medidas

Outra medida para tentar garantir a redução do preço do feijão, e que o Ministro da Agricultura disse estar envolvido nas negociações com os cerealistas, é propor às grandes redes de supermercado, que estas busquem comprar o produto nas regiões onde a oferta é maior.

Indicadores do IBGE

Ontem, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou a prévia do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), e afirmou que, apesar do grupo de Alimentos e Bebidas ter vários produtos (como cenoura, açaí, tomate e hortaliça) que sofreram uma queda na variação mensal de maio para junho, o feijão-carioca ficou 16,38% mais caro.

Segundo o governo, a alta do item foi ocasionada pela perda da safra na região Centro-Sul em função dos efeitos climáticos.

Variação Acumulada

Segundo dados do IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentado em 08/06, referente ao mês de maio, o grupo Alimentação e Bebidas teve uma variação de 0,78%.

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Dentro deste grupo, a variação acumulada, nos últimos 12 meses, do feijão-mulatinho foi de 48,79%, e o feijão-carioca de 41,62%.

Impacto da Importação

Para alguns especialistas, a medida não reduzirá de imediato o preço do feijão, pois não chegaria ao país em tempo hábil para completar a oferta, e, além disso, como o feijão-carioca é um produto brasileiro, que não é encontrado em outros mercados, a importação de outros tipos do grão não deve solucionar o problema do preço.