O governador do Ceará, Camilo Santana, anunciou que dará início, nesta semana, à operação da nova correia transportadora de minério de ferro, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). A instalação da correia faz parte do pacote de empreendimentos, tocados pelo Governo do Estado, para atender a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), instalada no CIPP. O equipamento será utilizado para transportar minério de ferro e outros granéis sólidos de alta densidade do terminal portuário às empresas do complexo, especialmente a CSP, que utilizará o insumo para a produção de aço. A esteira terá capacidade nominal de transporte de 2.400 toneladas/hora, de acordo com a direção da siderúrgica.

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O equipamento é tubular, evitando a queda de particulados no ambiente, e utiliza tecnologia de ponta para o transporte de granéis. Com 8,6 quilômetros de extensão, a nova correia parte do berço externo do Terminal de Granéis Sólidos do porto até o ponto de entrega (Torre de Transferência) onde as empresas que utilizarão o insumo farão o transporte aos seus pátios de matérias-primas, na área do CIPP. O investimento do Governo do Estado, através da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), é de R$ 212 milhões. A operação assistida da correia deve durar seis meses e, por enquanto, a esteira irá atender apenas à CSP, que ficará responsável pela manutenção e operação do equipamento.

A CSP, primeira usina integrada do Nordeste, vai na contramão da crise econômica que atinge o país, sendo o maior investimento privado em andamento no Brasil, com investimento de US$ 5,4 bilhões.

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No último dia 10 a operação do seu alto-forno, onde o minério de ferro é fundido para produção de ferro gusa, teve início. Após esse processo, a usina começará as operações da aciaria, quando o ferro gusa é transformado em diferentes tipos de aço. O evento técnico interno assinala mais um marco do empreendimento instalado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), em São Gonçalo do Amarante, Ceará. Atualmente a CSP gera cerca de três mil empregos.

Segundo dados da CSP, o alto-forno da siderúrgica tem aproximadamente 100 metros de altura, com 3.800 m3 de volume interno e capacidade para produzir até 3.128.000 toneladas de ferro gusa por ano, que serão destinadas para a indústria naval, de óleo e gás, automotiva e construção civil. A produção de aço pela CSP engloba outras três empresas (Phoenix do Pecém, Vale e White Martins), responsáveis por insumos inerentes à operação. Todas as empresas estão instaladas na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Ceará, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

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As principais matérias-primas utilizadas na operação do alto-forno são o minério de ferro de alta qualidade e o carvão industrializado, que passa pela sinterização e pela coqueria antes de ser carregado no alto-forno de forma contínua. O ferro gusa será transformado em aço líquido e em placas durante o processo siderúrgico e lingotamento contínuo.  #Crise econômica #Crise no Brasil #Empregos