Ao que parece, o servidor federal terá que ter calma. Após o #Governo interino sinalizar que os reajustes estão garantidos, uma ação pública proposta por um advogado tenta impedir o avanço do mesmo, e agora alguns senadores entraram na campanha pela 'reflexão', quando se trata dos acordos firmados em 2015.

Mesmo tendo atravessado um turbulento ano de 2015, a maior parte dos servidores federais conseguiram algum acordo coletivo para minimizar os impactos da inflação na desvalorização dos seus proventos e, consequentemente, a perda de renda e do poder de compra.

Desde o início das negociações, o que foi chamado de reajuste, na verdade era uma tentativa de inibir a perda de salário do servidor federal, tendo sido oferecido à estes apenas a reposição inflacionária.

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Entretanto, o 'reajuste' de 5% sequer conseguiu seu objeto inicial, pois a inflação acumulada de 2016 deverá ser de 12,88%, segundo informações do editorial 'Valor Econômico'.

Após obter aprovação na Câmara dos Deputados e seguir para a apreciação dos senadores, a parte da Lei de Diretrizes Orçamentárias (onde estão contemplados os acordos) que trata da questão do reajuste simplesmente estacionou. O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que se faz necessário uma 'reflexão' por parte dos senadores no que concerne ao assunto.

Renan chegou a mencionar que existe a necessidade de "responsabilidade fiscal" em um "momento conturbado" pela qual a economia nacional está atravessando, e chegou a ser irônico ao dar dualidade à questão: "Ou nós não fomos convencidos em relação ao déficit (de 170,5 bilhões, aprovado pelo Senado e pela Câmara), ou aprovamos um déficit que não existe".

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Ainda contra o reajuste ao servidor federal, afirmando que "não é o momento", aparece o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Segundo Ferraço, o reajuste ao funcionalismo "aprofundaria o rombo fiscal, (...), estamos bem próximos do colapso".

Gleisi Hoffmann, senadora pelo PT-PR, também criticou o presidente Michel Temer e sua equipe por 'apoiar e aprovar' o reajuste ao servidor federal. O curioso neste caso é que este acordo fora elaborado pela própria gestão da petista Dilma Roussef. #Finança #Crise econômica