O reajuste do servidor federal e dos militares tem sido uma das maiores polêmicas no que concerne aos gastos públicos. As reiteradas declarações do #Governo Federal de que a #Crise econômica é grave e que o país atravessa o 'pior momento de sua história', para o ministro da fazenda Henrique Meirelles e alguns senadores, destoa dos reajustes a serem concedidos ao funcionalismo federal, em especial aqueles que superam à inflação.

O reajuste a ser concedido aos servidores do poder Judiciário é o mais questionado por Meirelles. O ministro ainda prevê que dificilmente o reajuste, da forma como foi acordado, não esbarre no "teto do limite dos gastos públicos".

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Caso isso se confirme tal reajuste estaria descartado por força da lei de responsabilidade fiscal.

Embora a 'bola da vez' seja o reajuste a ser concedido aos servidores do Judiciário, os militares também entram na lista dos que teriam os reajustes acima da inflação. Situação que somente enquadraria os servidores federais do Executivo, cujo acordo foi coletivo de 5%, que seria 'exatamente' a reposição inflacionária prevista pelo governo Dilma Rousseff.

Como era esperado a inflação superou a expectativa dos servidores do Executivo e tal 'reajuste' não chega a sequer representar uma reposição inflacionária. Estaria mais para uma diminuição da defasagem salarial do que propriamente um reajuste.

No caso dos militares a proposta do governo federal contemplava a expectativa de, segundo eles, reporem uma defasagem acumulada ao longo do tempo.

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O acordo efetuado com os militares contemplava percentuais superiores aos que foram celebrados com as demais categorias do Poder Executivo, mas seria inferior ao do Judiciário. Este último seria o atual e principal questionamento por parte de políticos e economistas declaradamente contra tais reajustes.

O reajuste dos servidores federais do Judiciário estão escalonados e compreendem percentuais que variam entre 16,5% a 41,47%, estão divididos em 8 parcelas e caso aprovado, serão pagos ao longo de 2016 a 2019, ano da última parcela do acordo, embora haja resistência por parte de economistas, senadores e até petições públicas, o governo interino tem se mostrado favorável a manutenção de todos os acordos que foram realizados na gestão do PT. #Crise econômica