A intensa 'campanha' realizada pela grande mídia do país contra o reajuste bilionário, que resulta em um aumento que sequer repõe as perdas inflacionárias em 5%, começou a surtir efeito. O Servidor Federal corre o risco de perder seu aumento, após um advogado ingressar com uma ação popular solicitando o cancelamento do reajuste.

Carlos Alexandre Klomfahs foi o advogado que entrou com uma ação popular, no Tribunal de Justiça de São Paulo, solicitando a suspensão do reajuste. Os acordos salariais foram resultado de uma longa negociação que amenizaria as perdas e a falta de reposição salarial do servidor federal.

O caso será apreciado pela Justiça Federal, que também faz parte do funcionalismo e que, igualmente aos demais servidores federais, aguarda o posicionamento do Senado e a assinatura de Michel Temer para conseguirem o cumprimento de seus acordos firmados em 2015.

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Ao todo foram celebrados mais de 14 acordos de reajustes salariais, todos já aprovados pela Câmara dos Deputados e que já seguiram para o Senado. O ex-ministro e homem de confiança do governo Temer, Romero Jucá, já havia sinalizado que o Governo Federal pretende cumprir os acordos de reajustes salariais firmados na gestão de Dilma Rousseff.

Em sua ação, o advogado Carlos Alexandre cita a #Crise econômica na tentativa de convencer o Poder Judiciário a vetar o reajuste ao servidor federal. Em suas palavras, Alexandre afirma não ser razoável que, dado a situação econômica que o país atravessa, seja possível conceder o "aumento de despesa", mesmo que ela se encontre prevista no Orçamento.

Caso a ação popular tenha êxito em seu pleito, todos os servidores públicos federais serão afetados, inclusive os magistrados do Supremo Tribunal Federal.

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Cujo montante do reajuste chega a quase R$5 mil.

Ao todo, os acordos salariais celebrados pela União e as categorias representantes dos servidores federais, causarão impacto de aproximadamente R$ 14,9 bilhões (Executivo), 14 bilhões (Forças Armadas) e 320 milhões (servidores do TCU). Os projetos de reajuste para os servidores da Câmara e do Senado não fazem parte deste montante.