A primeira reunião do Copom, sob o comando de Ilan Goldfajn, terminou sem novidades em relação a taxa de juros brasileira. O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (20), manter os juros no país em 14,25% ao ano. Foi a oitava vez seguida que o Copom manteve o nível de juros nesse patamar, o maior em 10 anos. A decisão já era esperada por especialistas do mercado financeiro.

O objetivo do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, é atingir o centro da meta de inflação em 2017 (4,5%), em junho deste ano o índice estava em 8,84%. E para isso, o ritmo de queda na taxa de juros deve ser bem menor que o esperado pelo #Governo e pelo mercado em geral.

Publicidade
Publicidade

Segundo analistas do mercado, os juros só deve começar a cair no fim de 2016.

Conter o aumento da inflação não é tarefa fácil. No Brasil, o principal meio do BC contê-la é aumentando a taxa de juros. Isso encarece o crédito e freia o consumo, responsável pelo aumento da inflação. Entretanto, manter a taxa elevada, inibe a atividade econômica e a criação de empregos no país, fazendo a economia retroceder.

O rombo nas contas públicas brasileiras, a estimativa de déficit nas contas do governo esse ano estão em mais de R$ 170 bilhões, exerce pressão ainda maior na inflação, tornando a missão do Banco Central ainda mais difícil. E a situação futura não parece muito animadora, já que a previsão é de cerca de R$ 139 bilhões de déficit nas contas do governo em 2017.

A #Crise econômica brasileira, a previsão de queda do PIB este ano é de 3,3%, fez o presidente Michel Temer declarar na semana passada, que gostaria de um esforço da equipe econômica para que houvesse uma queda rápida da taxa de juros.

Publicidade

No entanto, sob a desconfiança do mercado em relação a autonomia Banco Central, Temer publicou uma mensagem no twitter essa semana, na qual afirmava a que o BC tinha "plena autonomia" para definir o percentual.

Com a decisão desta quarta-feira, o Brasil mantém da taxa de juros real mais alta do planeta, em 8%, segundo a Infinity Asset Management e a MoneYou. #Michel Temer