A inadimplência está afetando cada vez mais os consumidores brasileiros. Em março de 2016, foram contabilizados cerca de 60 milhões de inadimplentes, o que corresponde a mais de 40% da população acima de 18 anos no Brasil. A pesquisa também apontou que a soma das dívidas ultrapassou os 250 bilhões de reais.

Entre os jovens também houve aumento de dívidas. Na comparação por idade, as pessoas de 18 a 25 anos são mais de 15% dos inadimplentes. Esse índice evidencia que por volta de 10 milhões de jovens figuraram na lista de inadimplentes da Serasa no terceiro mês de 2016.

A falta de um bom controle financeiro fez com que os núcleos familiares também ficassem com a corda no pescoço.

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Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a quantidade de famílias endividadas somou mais de 58% em junho deste ano. Contudo, o resultado demonstra melhora de 0,6% se comparado ao mês anterior e de 3,9% em relação a junho de 2015. 

O estudo identificou que 22,8% das famílias está com metade da renda mensal prejudicada pelas dívidas. Entre os principais culpados está o cartão de crédito. São mais de 75% do orçamento familiar comprometidos com o pagamento de juros do cartão.

O cenário desfavorável se complica com o aumento das taxas de desemprego. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre março e maio deste ano, a quantidade de pessoas sem ocupação subiu mais de 10%. Isso equivale a 1,1 milhão de desempregados a mais se comparado ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016.

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A pesquisa também indicou que mais de 400 mil trabalhadores deixaram de ter empregos registrados em carteira no setor privado. Nesse sentido, o número de pessoas com carteira assinada caiu 1,2% em comparação ao período entre dezembro e fevereiro.

Os jovens novamente figuram em posição de destaque. A desaceleração econômica fez com que mais de 33% de pessoas entre 18 e 24 anos ficassem sem emprego. O total examinado de indivíduos sem carteira assinada no mesmo período equivale a 1,5 milhão de pessoas. #Crise #Crise econômica #Crise no Brasil