O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta quinta-feira (21), um relatório a respeito dos países que compõem o chamado Grupo dos 20 (G-20), que avalia a situação financeira das vinte maiores economias do planeta e no qual o Brasil está incluído.Tradicionalmente, a instituição divulga o resultado de sua avaliação sobre cada nação, a chamada Nota de Vigilância. Com relação ao Brasil, o relatório aponta para a necessidade de se aumentar a arrecadação como forma de se compensar os efeitos do ajuste fiscal defendido pelo atual #Governo de Michel Temer. Além disto, o órgão recomenda o corte de despesas de caráter obrigatório e cita como exemplo o montante gasto pela previdência social na concessão de benefícios. 

Segundo o atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o déficit nas contas públicas deverá chegar a R$ 139 bilhões até o próximo ano.

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Este valor deverá levar em conta a receita extra prevista para 2017 e que poderá ser superior aos R$ 55 bilhões. Segundo o titular da pasta, os esforços do governo deverão se concentrar nas buscas de novas formas para se elevar a arrecadação para os cofres da União.

Na visão do FMI, o país atravessa uma #Crise econômica como um resultado de sucessivas políticas financeiras desastrosas ao longo do tempo e que foram deixando consequências que podem ser sentidas no momento atual. Para que se possa enfrentar os entraves que levam a uma dificuldade no crescimento econômico, a recomendação é que se encare a dura realidade de uma política de ajuste rígida e imediata. Para tanto, os especialistas do fundo afirmam que há uma necessidade urgente de se elevar os impostos que o brasileiro já paga habitualmente.

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Além disto, a avaliação também cita que o governo deve lançar mão de um corte das chamadas despesas obrigatórias e cita, como exemplo, o caso das concessões dos benefícios concedidos pela previdência nacional. No caso brasileiro, será necessário rever as aposentadorias e demais auxílios autorizados pelo INSS. A opinião do fundo é que assim poderá haver uma compensação para se viabilizar a política de equilíbrio fiscal.

 A análise do organismo internacional considera que o atual governo deverá prosseguir firmemente no propósito de se realizarem as mudanças necessárias para que haja um aumento da capacidade produtiva nacional e assim um ganho de competitividade. O incremento da infraestrutura do país seria fundamental para se atingir o crescimento de ordem econômica.

Os economistas divergem da análise do Fundo Internacional

Na avaliação dos economistas, a recomendação defendida pelo Fundo seria danosa ao país. A elevação da carga tributária seria muito prejudicial tanto para quem produz quanto para quem compra, pois isto se refletirá na elevação de preços, com uma consequente queda no consumo.

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Este efeito poderá ainda contribuir para a redução de novos investimentos e do nível de negócios a nível empresarial.

Na visão de alguns especialistas em economia, o mais adequado seria melhorar a eficiência dos mecanismos de arrecadação por parte do governo, aliado tanto a uma reorganização dos gastos públicos quanto a uma política de crescimento econômico.       #Finança