Nos últimos anos, sob a égide do governo do PT, o Brasil deixou de pedir empréstimos, liquidou suas dívidas e chegou, até mesmo, a emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Com reservas internacionais (dinheiro que o país acumula em moeda forte) na ordem de US$ 370 bilhões de dólares (ou mais de R$ 1 trilhão de reais), o país manteve-se longe de contrair novas dívidas e segurou as tormentas da economia internacional até o ano de 2014. 

Mas, segundo a revista americana Forbes, o Brasil está prestes a voltar para o colo do FMI. A afirmação está em uma entrevista de Kenneth Rapoza com a ex-membro do Fundo Alicia Garcia-Herrero, para quem a entidade será "mais necessária do que nunca" na nova conjuntura.

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A economista acredita que a economia (sob comando do atual governo Temer) não tem consistência e que "um calote da dívida é sempre uma possibilidade".

Logo no início do artigo, uma imagem do ex-presidente Lula traz a afirmação: "Sua maior reivindicação à fama foi o pagando empréstimo do FMI e removendo os grilhões do Brasil das austeras exigências de reembolso da dívida da instituição multilateral global". O texto explica ainda que o governo do PT ascendeu ao poder com críticas ao FMI e que a eleição de Lula se deu graças a isso, lembrando em seguida que o ex-presidente pagou uma dívida de US$ 15 bilhões de dólares à instituição em 2005.

Para a entrevistada Garcia-Herrero, o governo interino fez progresso no estabelecimento de novas metas fiscais, mas acredita que não há transparência e nem legitimidade para implementação destas novas regras por um governo que não é aceito por grande parte da população.

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Neste panorama, o que se pode afirmar é que a cada dia mais, o projeto eleito nas urnas em 2014 ficou para trás: esta crítica já era feita à presidente afastada Dilma Rousseff quando iniciou o seu segundo mandato. Ela assumiu uma política econômica austera e teve dificuldades de implementar um ajuste fiscal junto ao Congresso. Agora, o governo interino pode ir mais longe e voltar a acorrentar a já combalida economia do país aos caprichos do FMI.

Aos poucos, a conta do impeachment chega para os verdadeiros prejudicados: o povo trabalhador. #Crise econômica #Crise no Brasil #Michel Temer