Algo a princípio um tanto insólito foi falado pelo presidente interino, Michel Temer, no último dia 08 de julho, para alguns empresários ligados à indústria, quando o mesmo solicitou que tais empregadores optem, preferencialmente, pela contratação de cidadãos brasileiros formados fora do Brasil. Tudo isso em um país que teve um decréscimo do seu PIB industrial, na casa de 1,2%, frente ao ano de 2015, o que é ainda mais desastroso, pois a queda foi superior a 7,3%, se comparada aos primeiros 3 meses do ano passado.

Outra pergunta que não quer se calar é o que deve ser feito ou qual será o futuro de milhões de jovens brasileiros que se formam, anualmente, só que estudando nas instituições de ensino do Brasil?! 

Foi a CNI - Confederação Nacional da Indústria - o palco para o discurso do peemedebista Temer, que defendeu a ideia, dizendo que os formados no exterior têm a probabilidade de trazer informações no âmbito de tecnologia para a nação.

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Por outro lado, a justificativa, por si só, não faz muito sentido, carecendo de explicação mais detalhada ou, no mínimo, é socialmente desigual. 

Temer destacou ainda que o programa federal do Ciência Sem Fronteiras tem sérios desvios e, por isso, os estudantes não conquistam tão facilmente empregos quando retornam ao país. "Tenho observado uma certa falha nesse programa, porque muitos vão ao exterior e, quando voltam, tendo em vista uma situação dramática que vivemos no país com mais de 11 milhões de desempregados, não conseguem emprego", reiterou o presidente interino na CNI.

DEPRESSÃO PSICOLÓGICA

Temer salientou que no dia do encontro com os empresários industriais ali presentes, tinha sido veiculada no "Diário Oficial da União", medida provisória visando a total revisão dos benefícios concedidos até agora por motivos de auxílio-doença, incapacidade e aposentadoria por invalidez. 

A situação do Brasil é tão esdrúxula que Robson Andrade, presidente da CNI, que acompanhava Temer, propôs que os cidadãos que estivessem afastados do trabalho por questões de saúde, fossem novamente incorporados ao ambiente produtivo por pelo menos meio-período.

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As palavras de Andrade encontraram eco imediato no presidente interino, que arrematou o encontro dizendo: “Ele (Robson Andrade) me deu um exemplo claríssimo. Se ele (o cidadão) está com depressão, se ele ficar em casa, é capaz de ficar mais deprimido. Então, quem sabe, em certos momentos, você pode usar essa fórmula. Enfim, são fórmulas, convenhamos, politicamente inovadoras e reveladoras de que a gestão pública tem que levar em conta esses fatos". 

De qualquer modo, o que acontecerá com o futuro político-administrativo do país só será revelado com o passar do tempo, principalmente após o julgamento do Senado do que acontecerá com a presidente Dilma Rousseff, temporariamente afastada do cargo, mas que foi eleita com mais de 54 milhões de votos como presidente da República. #Crise econômica #Crise no Brasil #Michel Temer