Segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego subiu para 11,3% nesse trimestre encerrado em junho. A taxa é a maior já registrada pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), que vem observando esses dados desde janeiro de 2012. Em março, quando se encerrou o primeiro trimestre, o #Desemprego era de 10,9%. Já no intervalo entre abril e junho de 2015 foi de 8,3%. 

Chegou a 11,6 milhões de pessoas o número de desocupados no Brasil, cerca de 4,5% maior em relação ao primeiro trimestre. Já em relação ao segundo trimestre de 2015, houve um aumento de 38,7%. Por outro lado, a população ocupada é de 90,8 milhões de pessoas e vem demonstrando estabilidade em comparação ao primeiro trimestre.

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Teve uma queda de 1,5% em relação ao período de abril e junho de 2015.

De acordo com o coordenador de #Trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, o número de ocupações se manteve estável em relação ao trimestre anterior e menor do que em 2015. Como a população com idade para trabalhar vem aumentando (1,3%) e com essa redução de população ocupada, o nível de emprego caiu de 56,2% para 54,6%. A Pnad entrevistou cerca de 211 mil domicílios em 3.464 cidades de todo o país.

Em relação aos trabalhadores de carteira assinada, não houve mudança. São 34,4 milhões de pessoas. Se formos comparar com o mesmo trimestre do ano passado, o número teve uma queda de 4,1%. Segundo Azeredo, isso vai gerar uma pressão no mercado de trabalho do país. 

O rendimento médio dos trabalhadores diminuiu e acabou atingindo R$ 1.972.

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Em comparação ao primeiro trimestre, a renda caiu 1,5%. 

Os trabalhadores estão ganhando cada vez menos em relação aos semestres anteriores. Com isso, a população irá reduzir o consumo e o que deve atingir, principalmente, o comércio e a indústria, o que pode criar um vício no mercado de trabalho.

Em momento de desemprego, o número de pessoas que deseja trabalhar por conta própria aumenta, um total de 22,9 milhões que ficou estável de janeiro a março de 2016 e aumentou cerca de 3,9% em relação ao segundo trimestre de 2015. #Brasil