A crise na oferta de empregos parece que resolveu se aliar à transição política pela qual o Brasil atravessa nos últimos tempos. Representantes do Governo de Michel Temer, empresários, empreendedores, economistas e especialistas em geral não estão vendo um horizonte tão claro nos próximos meses, no que diz respeito ao aumento das posições de trabalho nos diferentes setores que movem a economia brasileira, o que se fosse o contrário, poderia afastar de uma vez por todas a tão temível recessão.

Um exemplo tácito do quadro adverso mencionado acima é o caso da AB InBev - Anheuser-Busch InBev -, grupo esse que veiculou uma espécie de profecia de má agouro ao relatar que sua união empresarial com a outra gigante de bebidas do setor, a SABMiller, poderá acarretar na extinção de milhares de posições de trabalho ao longo dos anos que se seguirão.

Publicidade
Publicidade

Tais informações concretas e extremamente desagradáveis constam, inclusive, nos prontuários documentais relacionados ao contexto de fusão de ambas as empresas como um todo.

A indústria de cervejas AB InBev projeta que aproximadamente 3% dos colaboradores do seu quadro total de colaboradores - após a fusão dos grupos -, têm grande probabilidade de serem desligados dos seus empregos. Por outro lado, como paliativo, a cervejaria salientou que tudo isso (demissões em etapas sucessivas em um espaço de tempo de três anos) só será feito tão logo a dinâmica de fusão aconteça com êxito.

Enfim, uma pessoa ligada diretamente ao tema das demissões da AB InBev informou que os funcionários demitidos poderão chegar ao número de 5.500, o que é realmente muito ruim, pois a indústria, com sua matriz na Bélgica, possui em torno de 150 mil funcionários e a sua homóloga, SABMiller, tem cerca de 70 mil.

Publicidade

Conforme informações da própria cervejaria, as demissões atingirão principalmente as áreas administrativa e de venda, com o número percentual calculado de 3% de empregados.

Ainda no mês de julho, a AB InBev avaliou que a união entre as duas cervejarias deverá ser finalizada até o final de 2016, o que está orçado em mais de US$ 100 bilhões, gerando divisas na ordem de US$ 1,4 bilhão. #Negócios #Desemprego #Crise econômica