Embora a economia do Brasil continue a registrar uma contração este ano, a queda será menor do que o esperado, de acordo com a agência de risco Fitch. Seu relatório do cenário econômico global, divulgado na última quarta-feira (27), estima que a contração econômica do país será de 3,3%, em 2016, em vez dos 3,8% estimados em março.

"A estabilização dos preços globais das commodities está diminuindo a pressão sobre (commodities) países produtores", diz o relatório, acrescentando que, no caso do Brasil, a economia do país começou a ser ajudada pela recuperação das exportações, o que compensou, em parte, a fraca procura interna.

Publicidade
Publicidade

A agência Fitch, que em dezembro de 2015 rebaixou o rating do país, levando à perda do grau de investimento do Brasil, reconheceu que o PIB no primeiro trimestre deste ano deve ser melhor do que o previsto e que a economia do país vai começar a se estabilizar antes do fim do o ano.

No entanto, enquanto a agência internacional prevê uma melhoria nos próximos meses, o número de fechamento de emprego continua alto. De acordo com a Geral do Emprego do Ministério do Trabalho e Registro de Desempregados (Caged) mais de 91.000 postos de trabalho foram fechados em junho, com mais brasileiros sendo demitidos do que contratados durante o mês.

O setor mais atingido foi o setor de serviços, com mais de 42.000 postos de trabalho fechados no mês passado, seguido pela indústria de transformação e do setor de construção. De acordo com o Caged, os únicos setores que chegaram a registrar aberturas de trabalho, foram a agricultura e administração pública.

Publicidade

Os estados que registram o maior número de fechamento de posições de trabalho são São Paulo e Rio de Janeiro.

No país, o índice Bovespa subiu mais de 30% este ano, enquanto o real ganhou 21%, mais do que qualquer grande capital ou mercado de moeda no mundo. Os investidores esperam não apenas que Dilma será definitivamente deposta, mas que Temer vai obter a aprovação do Congresso para a sua proposta de reforma constitucional para limitar os gastos do governo.

As perspectivas de crescimento econômico têm melhorado no país, recuperando os  negócios e a confiança do consumidor. A economia do Brasil deverá crescer 1,1% em 2017, depois de contrair por dois anos consecutivos, de acordo com a última pesquisa do Banco Central de Analistas. #Crise econômica