Quanto custa uma porta quebrada em um banheiro de um posto de gasolina qualquer? Para o atleta americano Ryan Lotche, que se envolveu em uma confusão em um posto no último domingo (14) no Rio de Janeiro, custaria apenas 160 reais, valor pago pelo nadador aos seguranças do estabelecimento após vandalizá-lo. Custaria, se ele não tivesse decidido inventar uma história estapafúrdia sobre ter sofrido um assalto de homens vestidos como policiais enquanto seguia de táxi para a vila olímpica. A mentira do nadador vai lhe custar bem mais que uma porta quebrada. Alguns de seus patrocinadores não estão nada satisfeitos com a postura do atleta americano e estão revisando seus contratos - no valor de até 1 milhão de dólares - com ele.

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Uma das empresas que já se pronunciaram sobre o assunto é a Ralph Lauren. Ryan Lotche é um importante garoto-propaganda da marca, mas a relação com a multinacional da moda ficou estremecida após a polêmica na cidade maravilhosa. A companhia informou à rede americana CNN que está trabalhando em conjunto com o Comitê Olímpico Americano para determinar o que de fato aconteceu no último domingo no Rio de Janeiro. Já a Speedo, outra patrocinadora de Lotche, disse que está acompanhando o desenrolar da situação de perto, mas que não se pronuncia sobre processos legais em andamento.

Uma outra empresa chamada Airweave, que também utiliza o atleta como garoto-propaganda, afirmou que não permite comportamentos ilegais e que está monitorando o andamento das investigações. Disse ainda que, por enquanto, Lochte terá todo o apoio da companhia.

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Apesar disso, as citações à Lotche - inclusive fotos e anúncios - no website da empresa foram diminuídas drasticamente nos últimos dias.

Um especialista ouvido pela CNN acredita que o prejuízo à imagem de Lotche - e a seu bolso - é uma certeza. "Eu não consigo imaginar estas empresas renovando seus contratos com ele", disse Christine Brennan, adicionando que os impactos serão de longo prazo. Como Lochte já tem 32 anos e está se aproximando de sua aposentadoria - talvez após as olimpíadas de 2020, sua capacidade de obter uma posição fora das piscinas como dirigente esportivo, consultor ou comentarista em emissora de TV também será prejudicada pelas suas infelizes declarações em 2016. 

Vale lembrar que a aventura de Lotche no posto de gasolina foi feita em "parceria" com mais três nadadores americanos: James Feigen, Jack Conger e Gunnar Bentz. Feigen foi obrigado, pela justiça brasileira, a pagar cerca de 11 mil dólares para ter seu passaporte de volta e retornar aos EUA.  #Rio2016