Em reunião com trabalhadores do ramo do petróleo que o ocorreu em Brasília, na residencia presidencial, no dia 4 de agosto, Dilma, do Partido dos Trabalhadores. afirmou que o PIB está em declive porque interromperam a rede de produção dos combustíveis fosseis. Ela complementa dizendo que a razão desse acontecimento não é apenas por causa da Operação #Lava Jato, mas também porque o preço do barril de petróleo está muito baixo atualmente. Em tom de sarcasmo, ainda diz que essa operação tenta acabar com a rede, porém, não consegue acabar com a #Petrobras.

No continuar da conversa, a presidenta em suspensão reforçou que por causa da BR, houve motivação de outras companhias em manter essa cadeia de produção no Brasil, seja ela por meio de integração de fornecedores, desenvolvimento de tecnologia e geração de empregos.

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José Maria Rangel, que coordena a FUP e que estava acompanhado da Dilma naquele momento, ressaltou que a estatal tem um grande papel no produto interno bruto do nosso país, e que ela vem se mantendo na briga por causa de sua massiva potência como uma das grandes petrolíferas do mundo.

Na visão da Dilma, as recomendações de apoio governamental de Michel Temer mostram uma vontade explícita de entregar a Petrobras a iniciativa privadaCitando a proposta de lei 4.567/16, que tem como autor o ministro oficial de Relações Exteriores, José Serra, Dilma diz que o problema que está acontecendo é que a BR está saindo das suas operações unitárias por conta da partilha de ativos (campos de produção de petróleo ) e passando para outras empresas produzirem, que aos poucos vão tomando "terreno" e diminuindo a arrecadação da estatal.

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Esse seria o plano da gestão do Governo Temer para entregar a Petrobras a iniciativa privada.

Mas antes da presidenta Dilma fazer essas declarações, Zé Maria (coordenador da FUP), reforçou que esses riscos sempre estiveram presentes na Petrobras desde que ela foi criada, e que muitos acham que precisamos ser escravos das posses internacionais. Isso aconteceu na gestão de Collor e de FHC, que pretendiam fazer isso em seus governos. 

Zé Maria ainda acrescentou que não há qualquer empecilho em periciar extravios da estatal, desde que todas as pessoas envolvidas sejam investigadas, sem qualquer tipo de privilégio político partidário e que a Operação Lava Jato tem o suporte de toda a população brasileira, pelo menos a parcela descente. Ele também diz que devido ao "golpe", a Petrobras chegou ao ponto de interromper sua corrente de produção e que o pré-sal está sendo usado para tal fim, quando, na verdade, deveria ser gerida pelo estado e não pela administração governamental, enfatizando que a BR deve ser a única a operar esses campos.

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Na visão da presidenta afastada, o meio que os partidos de direita acharam para fragilizar a Petrobras foi golpe e abre precedentes para que tudo isso aconteça sem eleições oficiais e sem qualquer debate político, porque os cidadãos brasileiros jamais aprovariam essa postura com uma empresa que é do povo. #Privatização