Algumas empresas, por exemplo, chegam a planejar os próximos 50 anos de suas atividades. O planejamento é uma ferramenta importante na medida em que define a direção que será seguida e, mais importante, informa o caminho a ser tomado quando a estratégica não estiver trazendo os resultados esperados. É muito mais fácil definir uma rota a partir de uma estratégia planejada.

Com o investimento não acontece diferente. É muito importante definir uma estratégia antes de iniciar qualquer aplicação, seja em renda fixa ou renda variável. É muito comum ver famílias que se esforçam para poupar. Entretanto, na hora mais importante, que é a efetiva aplicação dos recursos, muitos erram na escolha do investimento, por dicas sem fundamentos e pela ausência de critério na seleção da carteira.

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Quando o assunto é renda, o planejamento torna-se mais relevante na hora de escolher o tipo e o perfil que será dado à aplicação. Basicamente, existem dois tipos de investidores na bolsa de valores. Em primeiro, vêm aqueles para os quais a bolsa é um tipo sofisticado (acreditem, eles existem), algo como um cassino de luxo onde os números vermelhos e pretos (tal como no jogo de roleta, muito ''popular'' nestas casas) são substituídos por uma de 400 ações que hoje são negociadas na Bovespa. Outro tipo de investidor é aquele que realmente deseja aumentar seu patrimônio pessoal ou mesmo viver de renda variável, alavancando seus ganhos pessoais (provavelmente, este é o seu desejo).

O fato é que existem inúmeras formas de se atingir esse objetivo. Você pode ser um investidor mais conservador, daqueles que abrem mão de uma rentabilidade maior em troca da segurança de ações mais voláteis (boas pagadoras de dividendos, por exemplo).

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E existem aqueles que aceitam um risco maior em troca de uma rentabilidade que gere mais lucro. E também há espaço para aquele investidor que aceita grandes riscos em troca da possibilidade de uma rentabilidade bem maior. Qualquer que seja o seu perfil (conservador, moderado ou agressivo), três premissas básicas devem ser respeitadas na hora de escolher uma carteira de ação:

Disciplina - é a parte mais importante de um planejamento. É ela que garante a continuidade e o fluxo de recursos necessários para as aplicações que forem definidas como prioritárias.

Estratégia - se você não tem ideia de onde está também onde saberá para onde ir. Com o auxílio de um bom planejamento é possível minimizar as chances de erro e controlar o choque mais perigoso da aplicação em bolsa. 

Paciência - é importante para que você tenha consciência de cada momento do seu investimento. Não se fazem milionários da noite para o dia na bolsa. Esse mito de mercado no qual se começa hoje e em pouco tempo se tem um, dois, três ou mais milhões de reais, muitas vezes, atrapalha na hora de permanecer na bolsa.

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Mesmo aqueles que ficaram milionários ''da noite para o dia'', o fizeram respeitando essas três regras de sustentação do sucesso de uma aplicação na prática. A definição do planejamento estratégico passa pela consideração de aspectos pessoais (qual o seu nível de tolerância à volatilidade), por uma excelente preparação anterior à aplicação e pela avaliação constante do resultado dos seus trades.

Não há investimento sem risco

Quantas vezes você já planejou algo e não deu certo? Assim como qualquer plano para o futuro, muitas vezes, os objetivos projetados para o #investimentos podem não ser alcançados. Várias são as razões.

* Risco de Mercado - decorre das condições da economia, que podem fazer juros, cambio, o preço das ações, etc., variarem para mais ou menos, influenciando seu investimento de forma positiva e negativa.

* Risco de Crédito - quando você investe, está emprestando dinheiro a alguém ou aplicando uma quantia em determinado empreendimento e, certamente, correrá o risco de que o tomador dos recursos não honre com a obrigação.

* Risco de Liquidez - está diretamente relacionado com a facilidade de resgatar ou transferir um investimento. #Finança