Logo após a posse de Michel Temer na presidência da República, nesta quarta-feira, dia 31, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira anunciou que a proposta de reajuste do #Salário mínimo de R$ 880,00 para R$ 945,80 foi entregue ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) por ele e pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, logo após o evento. A proposta, que deverá ser analisada pelos parlamentares daquela casa, foi elaborada tendo por base a expectativa de crescimento da economia brasileira para 2017 e que poderá se refletir também na ausência de novos aumentos de impostos.

O reajuste do salário mínimo de R$ 880,00 para R$ 945,80 faz parte do plano orçamentário da equipe de governo de #Michel Temer quando este ainda se encontrava na interinidade.

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Os parâmetros econômicos foram mantidos de acordo com o que já havia sido divulgado no último dia 17, pelos técnicos da equipe econômica. De acordo com as expectativas, o índice inflacionário medido no país pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) deverá ficar situado em 4,8%. Além disso, a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) será de 1,6% para o ano que vem.

Além do PIB, o #Governo espera manter o câmbio do dólar em R$ 3,40 em 2017, contra os R$ 3,50 negociados em 2015. Neste mesmo sentido, a taxa Selic deverá ficar em torno de 12,1% contra os 14% já projetados para este ano. 

As projeções de  crescimento da economia para 2017 deverão se refletir na economia brasileira como uma tendência ao não reajuste de impostos, como uma alternativa de se aumentar a arrecadação. Neste sentido, a expectativa dos cofres públicos deverá ser uma receita estimada em R$ 26 bilhões provenientes da venda tanto dos chamados ativos quanto das estatais brasileiras (11,8 bilhões), das concessões de projetos da infraestrutura brasileira (R$ 18,4 bilhões), da redução de despesas não obrigatórias ou não discricionárias (R$ 5,3 bilhões) e do corte de outros supérfluos (R$ 5,7 bilhões).

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A venda de empresas como a BR Distribuidora, a Loteria Instantânea e a Caixa Seguridade e da IRB-Brasil, além de outros ativos federais, deverá render ao cofres públicos a cifra de R$ 55,4 bilhões, o que permitirá reduzir o déficit estimado do governo dos atuais R$ 170,5 bilhões neste ano para R$ 139, 99 bilhões, em 2017.

O ministério da Fazenda anunciou que deverá trabalhar com um expectativa real de crescimento e um orçamento de caráter conservador. Se as receitas forem superiores, o superávit deverá se utilizado para se tentar zerar o rombo das contas públicas. Caso ocorra o contrário, o governo não hesitará em realizar um novo contingenciamento de despesas para que a meta em 2017 seja cumprida.