Os dois dramas brasileiros que atraíram a atenção mundial, os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e o impeachment da ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, já foram resolvidos. Mas o Brasil está longe de atender o maior desafio que o país enfrenta: como pode a maior economia da América Latina, sair de uma profunda recessão? Alguns analistas acreditam que, com o destino de Dilma resolvido, as empresas que tinham retido os investimentos por causa da incerteza política, poderão começar a investir no país. Mas também há um temor generalizado de que os problemas políticos do Brasil são grandes demais para serem superados por apenas um substituto de Rousseff.

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"Mesmo com a remoção de Dilma da presidência, você ainda tem um sistema político muito disfuncional no Brasil", disse Monica DeBolle, um membro sênior do Instituto Peterson de Economia Internacional, em Washington.

O sucessor de Dilma, #Michel Temer, assumiu de forma interina em maio, e agora que o processo de impeachment e suspensão de Rousseff está finalizado, ele irá a assumir o período restante do mandato de Dilma. Temer se apresenta com um ambicioso programa de reformas politicas e DeBolle disse que o presidente vai ter que enfrentar enormes obstáculos na obtenção do seu programa político no curto espaço de tempo que ele tem antes da próxima eleição presidencial do país em 2018. "As pessoas vão vê-lo como um pato manco e ele terá de enfrentar um ambiente político muito difícil", disse ela.

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Para conter aumento dos défices orçamentais, David Fleischer, professor emérito de ciência política da Universidade de Brasília, disse que Temer terá de limitar os gastos do governo com a implementação de uma variedade de medidas de austeridade da reforma da previdência e do sistema de bem-estar social para controlar os aumentos salariais do governo dos trabalhadores. Esses movimentos provavelmente irão encontrar resistência no Congresso dos legisladores, que relutam em votar em reduções em áreas como sistema de pensões do país.

Para acalmar as ansiedades, o governo de Temer deverá, na próxima segunda-feira (5), emitir um comunicado oficial, dizendo que não pretende acabar com a redução da pobreza e programas sociais instituídos pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ao longo dos últimos 13 anos.  A declaração irá negar que Temer queira aumentar a idade de aposentadoria do INSS para 70 ou 75 anos ou eliminar o subsídio para doenças. O seu escritório também afirmará que o presidente não irá privatizar campos de petróleo ou revogar uma série de leis trabalhistas.

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Há alguns sinais de esperança, os preços das ações brasileiras subiram ligeiramente este ano na crença dos investidores de que o pior da #Crise econômica acabou, porque o preço das commodities será como uma tábua de salvação para que a economia do Brasil se estabilize.

Ainda assim, o crescimento é modesto o suficiente para chegar a um caminho de recuperação econômica. "No momento, a economia do Brasil ainda se encontra em terreno muito instável", finaliza DeBolle. #Dilma Rousseff