Com a anterior presidente Dilma Roussef sendo afastada definitivamente do cargo para o qual foi eleita em 2014, muitas dúvidas pairam sobre o destino econômico do Brasil, que depois de um período de crescimento bastante próspero, enfrenta novamente uma #Crise, tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista político.

É notável que a grande maioria dos investidores tivesse uma clara preferência pela saída de Dilma. No entanto, esta preferência não se refletiu no mercado, já que a Ibovespa, principal indicador da bolsa, no dia seguinte ao impeachment, fechou em queda de 0,06%.

No entanto, este dado não é motivo para desanimar, já que no longo prazo as previsões de crescimento da economia brasileira são bastante otimistas.

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Mas para que isso ocorra, o presidente Michel Temer terá que superar um grande número de dificuldades e promover uma série de ajustes.

Previsões econômicas para 2017

Ainda é cedo para dissertar com números sobre a retomada da economia com Michel Temer no poder, já que o período de tempo que se passou desde a data que ele assumiu o comando do país ainda é bastante curto. Mas é possível fazer previsões, e é nelas que nos concentraremos aqui.

Segundo o Boletim Focus, um dos mais prestigiados em termos de previsões econômicas, a variação do PIB em 2017 pode ir de 0,3% a 1,23%. Os mais otimistas apostam em um crescimento de até 2,5%. Este dado, apesar de ser apenas uma aposta (mesmo que bem fundamentada), é positivo, devido ao clima otimista que traz aos investidores, ficando mais propensos a fazerem investimentos no país.

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Apesar de tudo isso, o cenário ainda é bastante desfavorável. Altas taxas de desemprego, inflação e juros altos, cortes em programas sociais, verba reduzida para a educação, um cenário político extremamente polarizado, muitos protestos - incluindo aqueles contra a reforma na previdência e nas leis trabalhistas - e uma índice de desaprovação altíssimo fazem com que o governo Temer enfrente uma série de dificuldades, que, segundo especialistas, podem inclusive prejudicar sua governabilidade.

Os referidos cortes, especialmente na área de educação, têm impactos profundos em todos os setores da sociedade, inclusive no de #Tecnologia, já que um de seus pilares é a parceria público/privado. Na sequência, iremos conhecer as prioridades deste setor, que podem ser impactadas negativamente pela falta de investimento em educação científica e tecnológica.

Áreas de prioridade tecnológicas em 2017

Ao que tudo indica, para 2017 serão priorizadas as áreas de software e tecnologia para a indústria, um importante pilar da economia brasileira.

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Para impulsionar a inovação em software, haverá o investimento em centros de pesquisas financiados pela iniciativa privada. O atual ministro do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, pretende pautar a atuação do Ministério a favor das políticas cibernéticas, uma importante ferramenta para aumentar a competitividade.

Já no campo da indústria, os esforços são para empregar os jovens que participaram do extinto programa Ciências sem Fronteiras, voltados aos universitários de graduação em cursos de ciências exatas e de tecnologia, que se especializaram em universidades no exterior.

Por fim, é necessário dizer que o setor privado terá um importante papel no desenvolvimento da tecnologia no Brasil. Mas também é necessário levar em conta o papel do governo, já que investimentos em educação são fundamentais para elevar a competitividade do país. #Crise no Brasil