Um grupo de 20 governadores dos estados do Norte, Nordeste e Sudeste enviaram nesta quarta-feira, 21, uma carta ao presidente  Michel Temer argumentando que os estados brasileiros estão á beira de um colapso econômico. No documento, os governantes revelam ainda que, caso não recebam ajuda do governo federal para pagar suas contas e a folha de servidores, serviços públicos essenciais podem paralisar as atividades. Isso significa que unidades de pronto atendimento e hospitais podem fechar as portas por estarem sem funcionários ou material básico. Além disso, policiais civis e militares podem decretar greve em todo o país, o que geraria caos nas grandes cidades, já que as Forças Armadas não conseguiriam patrulhar as ruas de todos os municípios.

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Os governadores argumentam ainda que o país já vive em estado crítico na economia e no âmbito social. De acordo com eles, o país está sendo castigado pela seca - que prejudica o agronegócio e a oferta de água para consumo humano - pelo aumento no número de desempregados e a paralisação de obras de infraestrutura. Esta combinação de fatores está levando o Brasil a uma situação inédita de paralisação completa.

O Fórum dos Governadores ainda reclama, de forma sutil, que o governo federal se preocupa apenas com os estados das regiões Sul e Sudeste, ignorando os apelos das demais regiões. Eles citam como exemplo deste descaso a recente ajuda de R$ 2,9 bilhões que o governo Temer deu ao Rio de Janeiro pouco antes das olimpíadas. Agora, estes estados exigem R$ 7 bilhões para as 20 entidades federativas que se encontram à beira do colapso.

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Em média cada estado receberá R$ 350 milhões de reais, apenas 12% do que foi recebido pelo Rio. 

Caso o pleito não seja atendido, estes estados decretarão "estado de calamidade pública", nos mesmos moldes do que foi feito pelo Rio de Janeiro. Esta decisão, entretanto, só acontecerá após uma reunião dos governadores com Michel Temer, que está em viagem oficial aos Estados Unidos, onde participa da assembleia da ONU. 

Entenda as consequências

O estado de calamidade pública é o mais alto grau de atenção possível na legislação brasileira. Ele deve ser decretado quando um estado não tem condições de se recuperar, sozinho, de um evento adverso que cause danos humanos e materiais. Neste caso, a União é obrigada a enviar os recursos necessários para que o estado possa se recuperar da emergência.  #Crise econômica #Crise no Brasil