A crise que assola o Brasil tem desafiado o mote de que quem passou de uma certa idade, não tem mais condições de arranjar um emprego ou voltar a trabalhar.

Não é bem o que se constata com as atitudes efetuadas por algumas empresas e contratantes: eles estão preferindo pessoas com mais experiência e deixando os jovens na fila das portas de entrada.

Os dados relativos ao ano de 2015 apontam que 1,5 milhão de postos de #Trabalho foram cortados ou fechados. Um das piores baixas nos últimos tempos.

De acordo com o dito popular, se um anda rindo, outro não para de chorar; é o retrato de uma conjuntura em que as companhias e empregadores buscam alargar os cantos da boca, enquanto que os jovens entre 18 e 29 anos não veem horizontes animadores a sua frente.

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É nessa faixa etária que mais de 1,1 milhão de vagas foram extintas.

Quanto aos mais velhos, houve o registro no aumento de contratações: os dados do Ministério do Trabalho relativos ao ano de 2015 comprovam que cerca de 108 mil postos criados tiveram como alvo o público com idade entre 50 e 64 anos. Acima de 65 anos, ofereceram-se em torno de 45 mil postos – um incremento de 8,6% em comparação com 2014.

Existe uma certa lógica embutida de que aquelas empresas que estão dispostas a contratar, não querem perder nem tempo e nem dinheiro na qualificação de uma pessoa mais jovem para assumir uma função. Elas estão preferindo pessoas mais experientes que, mesmo ganhando um pouco mais, estariam mais aptas e prontas para desempenhar imediatamente a função para a qual foi contratada. É como trocar o pneu do carro andando numa rodovia sem sentir solavancos ou precisar de paradas.

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E, desse modo, a viagem de carro não se interrompe.

Pessoas que voltaram  ao mercado com os cabelos mais grisalhos apontam alguns outros diferenciais nesse aquecimento pela demanda de mão-de-obra qualificada: a bagagem profissional conta, o que desfavorece os mais jovens – mesmo aqueles que tenham uma boa formação acadêmica. Outro ponto positivo para os mais maduros é a inteligência emocional acumulada durante os anos. A soma das experiências é um fator que está sendo levado em consideração.

Daqui para frente, a tendência é que, com o aumento da expectativa de vida, melhora na qualidade de vida, o Brasil se torne uma nação mais velha, cuja tendência é que se veja, aqui e ali, cabelos brancos desempenhando atividades. #Terceira Idade #Empregos