O número de startups não para de crescer. De acordo com a ABStartups, a Associação Brasileira de Startups, apenas em São Paulo o número de startups já ultrapassou 1.000 cadastros. Isso porque a capital paulista é um importante polo científico e tecnológico, com dezenas de universidades que são referência em todo o país. Mas a verdade é que esse fenômeno vem ganhando o mundo, e fazendo com que a economia em torno desses visionários comece a crescer de forma descontrolada.

Segundo dados da CBInsights, mais de 134 startups do mundo foram avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, o que acaba trazendo algumas preocupações para os especialistas do ramo.

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Isso porque as aquisições dessas startups são feitas com valores meramente especulativos e nem sempre a ideia possui um plano de negócios eficaz, capaz de transformar todo o investimento (privado ou público) no retorno desejado.

A preocupação se dá em relação a uma #bolha, que se estourar, como aconteceu em 1999/2000, pode trazer grandes impactos para o mercado financeiro e tecnológico.

Entenda o que é uma bolha

Antes de nos aprofundarmos mais no assunto, é preciso que o termo "bolha" fique claro. Só dessa maneira é possível entender como alguns investidores e especialistas chegaram à conclusão de que a bolha de 2016 pode ser perigosa para a economia e #Tecnologia.

O termo designa todo movimento financeiro realizado de forma especulativa, ou seja, sem um movimento anterior que comprove que todo o dinheiro ali depositado será mesmo convertido.

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Isso desencadeia o aumento de um ativo de forma desordenada, fazendo com que os preços continuem crescendo sem nenhum fundamento. Quando esses ativos são negociados, as bolhas estouram.

Porque falamos em bolhas nas startups

As startups ganham fama nos últimos anos e trabalham com expectativas que podem variar entre 12 a 36 meses até se conseguir retorno, algumas em uma tempo maior ou menor. No entanto, o problema que pode nos levar a uma grande bolha não está apenas no grande número de dinheiro movimentado e na quantidade de startups de tecnologia que começam a surgir, mas sim em um documento que nem todas possuem, o Plano de Negócios.

Pode até parecer simples, e é exatamente assim que alguns empreendedores enxergam, mas o Plano de Negócios ajudará os investidores, empresas e empreendedores a saberem que passos serão dados para que aquela startup alcance um objetivo. O que diminui de forma significativa as incertezas do mercado e os riscos que podemos correr.

Em 1999, o Yahoo comprou centenas de sites por bilhões de dólares e o que vemos é que a maioria deles não sobreviveu até hoje, como aconteceu com o GeoCities.

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Atualmente o Facebook anunciou a compra do Instagram US$ 1 bilhão, o que fez com que as dúvidas geradas há 16 anos voltassem a se tornar especulações sobre uma nova bolha, capaz de estourar a qualquer momento.

Para que isso não aconteça, é preciso investir mais em apoio e fortalecimento dessas implantações de empreendedorismo e realizar até mesmo intercâmbios com grandes entidades do setor de tecnologia, capazes de passar um pouco de seu plano e estratégia para quem está apenas começando ou especulando demais. #Crise