O #FMI, em comunicado após visita oficial ao país, diz acreditar que o Brasil poderá voltar a crescer já em 2017, mas que isso dependerá da aprovação no Congresso Nacional de medidas propostas pelo presidente #Michel Temer, como o limite dos gastos públicos, as reformas trabalhista e da Previdência, e a desvinculação das pensões e benefícios sociais ao salário mínimo.

A PEC (Projeto de Emenda Constitucional) 241 que limita o teto de gastos públicos à inflação do ano anterior, e que já tramita no Congresso, foi elogiado pelo fundo. "O foco do governo no controle do crescimento das despesas fiscais é um imperativo e é bem-vindo", ressalta o texto do comunicado.

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O órgão afirmou ainda que a aprovação das medidas econômicas seria um divisor de águas para o Brasil. E defendeu ainda que o mesmo programa seja adotado para estados, que têm aumentado seus gastos acima da inflação nos últimos anos: "A trajetória ascendente dos gastos em muitos estados, incluindo alguns dos maiores, precisa ser contida por meio da adoção de uma regra similar à proposta pelo governo federal".

O FMI defendeu também a implementação da #reforma trabalhista, dando mais flexibilidade ao trabalhador e ajudando a gerar mais empregos: "Reformas destinadas a facilitar o emprego produtivo e reduzir incentivos à informalidade promoveriam criação de empregos, investimento e crescimento". 

A reforma da Previdência também entrou na pauta do FMI, que defendeu: "No interesse da prudência fiscal, bem como da equidade e justiça, a reforma deveria abranger os regimes para empregados do setor público em todos os níveis do governo". E ainda defendeu a mudança das regras que calculam a idade da aposentadoria.

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Outra pauta lembrada foi a desvinculação de pensões e benefícios sociais ao salário mínimo. O FMI destacou que "a relação entre os benefícios sociais e o salário mínimo precisa ser revisada, enquanto que a fórmula para o salário mínimo também, para melhor refletir as melhoras na produtividade".

E disse, por fim, que calcula que o país deva ter um déficit de 3,5% este ano, mas com a aprovação das medidas, o Brasil poderá voltar a crescer em 2017.