O maior parque de diversão de São Paulo, o Hopi Hari, será fechado. A decisão partiu da juíza Euzy Lopes, da 2ª Vara Cível de Vinhedo. O grupo que representa o parque pediu recuperação judicial, mas teve esse pedido negado pela magistrada. Segundo Euzy, a solicitação não teria o respaldo da lei, portanto, não poderia ser definitiva ou pontual. Ela ainda pontua que é necessário entender a extensão das dívidas para se ter o respeito com os credores. Dessa forma, não haveria outra alternativa, a não ser a quebra. A dívida do parque é de 339 milhões de dólares, o que faz com que o valor chegue ao patamar quase bilionário em reais. 

O parque alega que está com dificuldade para conseguir as linhas de créditos de bancos particulares e que desde 2012 o movimento no espaço tem diminuído.

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Nesse ano, uma frequentadora da unidade acabou morrendo. O medo com a falta de segurança do empreendimento afastou os turistas. Curiosamente, o Hopi Hari passa por dificuldades justamente em um momento em que os brasileiros tem procurado mais os parques nacionais por conta da crise. Destinos, como Orlando (Disney), nos Estados Unidos, tem sido evitados, especialmente com a alta do dólar. Um dos maiores concorrentes do parque paulista, o Beto Carrero, em Santa Catarina, diz que o seu movimento não para de crescer. 

O parque paulista abriria nessa semana, mas segundo informações do site do 'InfoMoney', especializado em economia, a unidade permanecerá fechada até segunda ordem. A solicitação para que houvesse um entendimento da #Justiça para recuperar as contas do parque foi enviada no final de agosto e teve resposta rápida, mas não a esperada pelos os empreendedores do Hopi Hari. 

Em sua página no Facebook, o parque nega que tenha falido.

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"O que foi negado foi a tutela Provisória de Urgência algo que apressaria o julgamento da recuperação judicial. O parque não fechou definitivamente e nem decretou falência. O mesmo espera a resposta do pedido", diz a nota compartilhada nas redes sociais. O texto é assinado pelo grupo HH.  #Negócios