Como parte de seu processo de recuperação judicial, a #Oi anunciou que poderá vender o seu setor de telefonia móvel no país, conforme reportagem do jornal Diário do Nordeste, publicada neste último dia 7. A medida faz parte de um plano elaborado pela empresa e integra uma série de outras providências que constam de um documento entregue à Justiça e que deverá ser repassado a seus credores, como um compromisso assumido na tentativa de quitar os seus passivos.

Com uma dívida total de R$ 65 bilhões, a empresa tenta negociar alternativas para saldar as suas dívidas atrasadas e, por isso, ela já anunciou que poderá vender a sua parte do setor de telefonia móvel.

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Essa decisão também faz parte dos planos de reestruturação da empresa que deverá se concentrar somente no setor de banda larga e de telefonia fixa. Apesar das propostas terem sido entregues através de medida judicial, grande parte delas não estão cobertas em virtude da situação financeira bastante crítica em que a empresa se encontra. Pelos termos acordados, haveria uma carência inicial de cinco a dez anos, e as dívidas começariam a serem quitadas num prazo total de 19 anos. 

Criada para ser uma das principais empresas de telefonia fixa e móvel do país, a mesma não conseguiu manter o domínio do mercado sobre as suas principais concorrentes como a mexicana América Móvil ( Embratel e Claro), a Tim (Itália) e a Telefônica/Vivo (Espanha). As suas dificuldades começaram quando a sua sociedade com a Portugal Telecom sofreu um prejuízo de quase R$ 900 milhões de uma de suas principais clientes, a holding Rio Forte, que integrava o banco Espírito Santo e que foi fechado após o rombo.

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Apesar de tentar mudar o quadro de seus executivos, a sua situação continuou piorando a cada dia.

Com uma carteira composta por cerca de 67 credores, a Oi espera que, com o plano, ela possa arrecadar uma quantia de US$ 2 bilhões que deverão ser repassados aos mesmos num prazo até bem menor, caso eles venham a injetar recursos extras. Com a venda de seu setor de comunicação móvel, deverão ser negociadas as suas participações em empresa na África e na Ásia, assim como a sua infraestrutura de data center, serviços de rede (Serede), as suas antenas e os imóveis em nome da empresa. #Telefonia movel #Crise econômica