A #poupança é considerada a queridinha dos investidores brasileiros. Sua popularidade, contudo, está sendo diretamente afetada pela situação econômica complicada do país. As finanças da população não andam bem e as taxas de desemprego e endividamento estão muito altas.

Com as finanças apertadas, muitas pessoas estão sacando a reserva financeira aplicada na poupança. Esse movimento está muito forte e pode ser verificado por dados de série histórica publicados pelo Banco Central.

Em 2016, o volume de saques na caderneta vem superando mensalmente a quantidade de depósitos. Desde janeiro já são mais de R$ 48,1 bilhões de captação líquida negativa - levando-se em consideração os números do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e a poupança rural.

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O valor referente ao mesmo período do ano passado foi ainda mais alarmante: R$ 48,4 bilhões negativos.

Apesar dos atuais registros, o ano de 2015 foi ainda o pior para a poupança. A diferença entre saques e depósitos tem os piores índices averiguados desde o início do acompanhamento pelo Bacen. No que tange ao acumulado dos doze meses do ano passado, o total ultrapassa os R$ 53 bilhões de captação líquida negativa.

Desde 2013, o declínio da caderneta pode ser percebido através dos dados do Banco Central. Analisando-se apenas os números do SBPE, a captação líquida em 2013 chegou a R$ 31,7 bilhões de janeiro a agosto. No mesmo período do ano seguinte, o valor não chegou nem a metade. Foram apenas R$ 12,1 bilhões captados nos oito primeiros meses de 2014.

Durante todo o ano de 2013, a captação líquida total da poupança foi de aproximadamente R$ 54,2 bilhões, o dobro do ano posterior.

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Em 2014, a soma fechou bem abaixo, em R$ 23,7 bilhões. Apesar da diferença expressiva entre os dois períodos, foi em 2015 que a caderneta teve desempenho significativamente ruim.

Os dados do SBPE revelam que o único mês do ano passado em que a captação líquida não teve saldo negativo foi dezembro, correspondendo a um valor de cerca de R$ 4,7 bilhões. Por outro lado, somando-se os doze meses de 2015, a captação líquida totalizou mais de R$ 50,1 bilhões negativos.

Do início de 2016 até o mês de agosto, a captação líquida já equivale a um saldo de negativo de mais de R$ 39 bilhões. Janeiro, inclusive, teve o pior desempenho até agora. A captação líquida no primeiro mês deste ano fechou em mais de R$ 9,5 bilhões para menos.

A série histórica do Banco Central ajuda a corroborar a perspectiva de que muitas pessoas já estão percebendo que deixar dinheiro guardado na poupança não é mais vantajoso. Além de retirar o capital poupado para pagar contas e honrar débitos, os brasileiros estão migrando para #investimentos mais rentáveis.

CDB (Certificado de Depósito Bancário) e Tesouro Direto são algumas das aplicações que vêm angariando novos participantes. Com o rendimento da poupança prejudicado pela alta inflação, os investidores buscam alternativas mais interessantes para valorizar de fato seu dinheiro. #Economia