A Black Friday caiu no gosto do consumidor brasileiro, tanto que está previsto que a sétima edição da campanha de vendas apresentará importantes números de crescimento.

Mesmo com a crise financeira, que influencia inclusive o comércio eletrônico, os especialistas baseiam suas previsões na comparação das edições da própria Black Friday, além de pesquisas de mercado.

Ressalta-se entre os diversos dados que o faturamento em 2011 passou de R$ 100 milhões para R$ 1,6 bilhão na edição de 2015.

Outro indicativo importante é o crescimento nas vendas no comércio eletrônico em 2016 nas principais datas comemorativas:  Dia das Mães (8%), Dia dos Pais (12%) e Dia dos Namorados (16%).

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Para fins de comparação, de acordo com a Serasa Experian o comércio varejista tradicional apresentou números decepcionantes nas mesmas ocasiões: -8,4 no Dia das Mães, -8,8 no Dia dos Pais e queda de 10,7 no Dia dos Namorados.

Pesquisa comprova clima favorável

A Google, em parceria com a Provokers, realizou pesquisa para avaliar o comportamento do #consumidor para a Black Friday de 20016 em agosto.

Foi demonstrado que em 2016, apenas 10% dos entrevistados afirmaram que não pretendem gastar na data. Em 2015, este número era de 20%

O número de consumidores que se dizem animados ou engajados com a campanha de vendas promocionais é de três em cada quatro (75%).

Avaliou-se que três quartos dos 40 milhões de consumidores online no Brasil já compraram na Black Friday.

Números comparativos

Avaliou-se que três quartos dos 40 milhões de consumidores online no Brasil já compraram na Black Friday.

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Em 2015, o gasto médio do consumidor na Black Friday é de R$ 1.018,00, o dobro das outras datas comemorativas e bem superior ao gasto comum no comércio eletrônico, que gira em torno de R$ 450,00 e R$ 500,00. Também avaliou-se no ano passado que 23% dos consumidores que gastaram R$ 3.041,00, uma porcentagem bastante elevada.

O cartão de crédito foi o meio mais utilizado para o pagamento (61%), enquanto que um terço das compras foi pago à vista.

Outra característica interessante é que a maioria das compras na Black Friday é pessoal, ou seja, 53% compram para si mesmo. Já 27% compra para si e para presentear, antecipando as compras de Natal, e 19% dos consumidores compram para presentear.

Os eletrônicos e eletrodomésticos são os produtos mais desejados, com destaque para os smartphones, informática, TV, aparelhos de áudio/vídeo, eletrodomésticos e eletroportáteis.

A crise também é um fato observado pelos especialistas como positivo para o crescimento das vendas da Black Friday, pois o evento é visto pelos clientes como uma excelente oportunidade para antecipar as compras do Natal e de final de ano com preços mais acessíveis.

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Comércio online deve crescer menos em 2016

Paradoxalmente, a Black Friday não representa a realidade do comércio eletrônico no Brasil já que o segmento desacelerou em comparação aos anos anteriores e registrou um crescimento nominal de 8% no primeiro semestre de 2016. No ano passado o e-commerce cresceu 17% no País. De acordo com estudo da Cielo, o comércio eletrônico é responsável por 6% do total de vendas do varejo brasileiro. #Economia #BlackFriday