Um mistério está rondando o Ministério do Desenvolvimento Social. De acordo com informações do jornal 'O Estado de São Paulo', em matéria publicada neste sábado, 1º, servidores do INSS foram afastados depois que deram a aposentadoria rápido demais para a ex-presidente #Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (#PT). As alterações nos dados cadastrais da petista foram feitas apenas um dia depois do Senado Federal votar a favor da cassação do mandato da política. Não houve qualquer agendamento de Dilma com a previdência, como acabou dando em primeira mão uma reportagem da revista 'Época'. Isto é irregular. 

Agora Alberto Beltrame, secretário-executivo da pasta, solicitou que a presidência do INSS abra uma investigação, além de um procedimento disciplinar contra os servidores que realizaram a ação muito rápida.

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O objetivo é conseguir apurar quais foram as responsabilidades deles na ação. Outros órgãos também foram chamados para analisar se algo foi feito de ilegal nas alterações de cadastro. Segundo uma matéria da revista 'Época', o ex-Ministro e servidor público da própria previdência, Carlos Gabas, teria ido pessoalmente até à sede em Brasília do INSS. A visita dele aconteceu no dia depois da votação do impeachment. 

Nesse dia, o ex-Ministro foi até à uma sala reservada com um dos gerentes da Caixa, que acabou dando uma ajudinha do acerto da ex-presidente Dilma. No entanto, nos sistemas do INSS não a qualquer termo para se agendar a tal consulta sobre o benefício. Após perder a presidência, Rousseff passou a ser um reles mortal. Por isso, assim como todo mundo, ela precisa seguir as mesmas regras, ou, no mínimo, fazer um acerto oficial para resolver os trâmites burocráticos. 

De acordo com a reportagem da Época, o tempo médio de espera para esse agendamento dura 115 dias na cidade onde ele foi realizado, o Distrito Federal.

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Outros documentos mostrados pela matéria dizem que apenas uma servidora alterou dezesseis vezes a ficha da petista que registra seus vínculos trabalhistas em dezembro do ano passado.