O noticiário dos veículos de comunicação brasileiros tem insistido na situação pouco confortável – para ser mais exato, delicada como andar pelo fio da navalha – dos estados brasileiros quando se olha do ponto de vista fiscal e financeiro.

A novidade é que esse contexto ganhou mais espaço a partir do ano de 2016, tendo como os mais visados nas manchetes e matérias, os estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Mas a praga da crise fiscal parece que está se alastrando e outros governos estaduais acenam com a possibilidade de sobrevirem dificuldades para efetuar o pagamento do décimo terceiro salário, previsto para ser pago até o final deste ano.

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Oficialmente, não há nada que possa colocar em pânico ou apavorar o povo, o qual depende dessa parcela para, por exemplo, engordar a ceia de Natal ou pagar suas dívidas particulares. Contudo, se vasculharmos os cofres dos governos dos estados, é possível que se tenha uma surpresa: ao lado dos parcos montinhos de dinheiro, as aranhas tecem suas teias com mais espaço lá dentro. Isso também não é reconhecido às claras e é mais um indício do quebra-cabeças do qual as Secretarias de Finanças/Fazenda têm que solucionar.

Porém, extraoficialmente, há estados da Federação que reconhecem que não têm como pagar esse benefício garantido por lei. De acordo com um levantamento informal junto aos órgãos estaduais, 24 do total de 27 estados que compõem o Brasil, não possuem uma definição sobre quando e de que forma vão depositar o décimo terceiro salário.

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Essa constatação atingiria mais ou menos 2 milhões de funcionários.

A pergunta que, certamente, deve estar latejando na sua cabeça é: quais seriam os estados que aparecem nessa situação periclitante? Se você pensou que o Rio de Janeiro e  o Rio Grande do Sul estão nesta lista, parabéns. Os outros estados que admitem situação semelhante são: Roraima, Minas Gerais, Sergipe, Distrito Federal e Bahia.

Cavando um pouco mais, o contexto é tão complicado que alguns estados não quitarão o pagamento, mesmo que haja auxílio do #Governo Federal. O panorama parece o do Sertão Nordestino; se não chover na horta, não se sabe o que se fará. Isto é, funcionários que cuidam das finanças estaduais alimentam a esperança de que só a retomada e o crescimento da economia nacional será a salvação contra a “secura” de dinheiro.

Alguns estados têm adotado a prática de pagar o décimo terceiro conforme o mês de aniversário do servidor, no intuito de diminuir o impacto sofrido em seus fluxos de caixa.

Semana que vem, os governadores irão até Brasília para conversar com o Presidente Michel Temer na busca de soluções para esse problema.

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Eles reivindicam 8 bilhões de reais para “apagar o incêndio”. Porém, o Presidente sinalizou que qualquer ato de colaboração do Governo Federal, deve chegar por meio da repatriação dos recursos advindos do Exterior.

Desviando um pouco do foco, peguemos de volta a conjuntura do Rio de Janeiro: segundo fontes, a dificuldade que o estado atravessa, começa na indisponibilidade de recursos suficientes para honrar o pagamento do mês de outubro. Mesmo buscando socorro de Brasília, o Rio tem estudado outras alternativas. Caso o governo carioca deixe de pagar o décimo terceiro, aproximadamente 470 mil servidores serão atingidos. Contando os funcionários ativos, aposentados e pensionistas. #Finança #Crise no Brasil