A dívida pública brasileira deve continuar a crescer, alerta o relatório Monitor Fiscal divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (#FMI). No documento, que apresenta projeções sobre as contas públicas dos países, a estimativa para o Brasil não é animadora, já que há previsão de que o endividamento público do país avance e chegue a 93% do produto interno bruto (PIB) em 2021. Antes disso, em 2020, o fundo prevê que pela primeira vez desde 2013 as contas do #Governo fecharão positivamente, com superávit primário de 0,3% do PIB.

Previdência

De acordo com o relatório, além da #Recessão no Brasil, um dos principais responsáveis pelo crescimento da dívida pública é o sistema previdenciário, já que o envelhecimento da população acarreta um aumento na concessão de aposentadorias e benefícios pelo governo.

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Ciente dessa questão, o Planalto já vem estudando maneiras de colocar em prática sua reforma da Previdência, medida referendada pelo FMI, que não apenas reconhece a necessidade da pauta como também recomendou ao governo que incluísse no projeto a desvinculação das aposentadorias ao salário mínimo. No modelo atual, o governo é obrigado a repassar o aumento do salário mínimo aos aposentados, correção que é feita anualmente.

Petrobras

Além da Previdência, o FMI também evidencia o crescimento dos gastos do governo com o investimento nas empresas estatais, com destaque para a Petrobras, que nos últimos cinco anos deixou seu endividamento quatro vezes maior. Nesse mesmo período, lembra o Fundo, a estatal viu o preço do petróleo cair e esteve envolvida em denúncias sobre esquemas de corrupção, fatores que contribuíram ainda mais para a perda de força financeira da empresa.

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Nesse quesito, o FMI propôs ao governo que procurasse dar mais transparência às contas da companhia estatal.

Superávit

Contrariando as projeções do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que havia previsto a volta do superávit primário brasileiro em 2019, o relatório afirma que isso só deverá acontecer um ano mais tarde, em 2020, quando chegará a 0,3% do PIB. Para 2016, projeta-se que as contas públicas serão deficitárias em 2,8% do Produto Interno Bruto. De acordo com documento, o incentivo do governo ao aumento do crédito durante os últimos anos resultou no agravamento das dívidas públicas, fazendo com que no ano passado a dívida chegasse a 73% do PIB. Antes do relatório Monitor Fiscal, o presidente Michel Temer já havia previsto uma situação complicada para as contas do governo ao estimar um endividamento de 100% do PIB em 2024, caso a PEC 241, mais conhecida como PEC do Teto de Gastos Públicos, não seja aprovada pelo Congresso.

Emergentes

Em comparação com outros países emergentes, a dívida brasileira em 2015 foi cerca de 30% maior do que a média, rendendo ao Brasil a sexta pior colocação em um ranking composto por outras 40 nações.

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Caso permaneça no ritmo atual, a dívida pública brasileira deve chegar a 87,9% em 2019, momento em que o Brasil ocupará a primeira colocação na lista de emergentes com maior endividamento. Ainda de acordo com o FMI, o endividamento mundial, público e privado, bateu recorde em 2015 e chegou à soma de U$S 152 trilhões.