Nesta quarta-feira, 5 de outubro, a greve dos bancários completa um mês de paralisação, se igualando com a primeira paralisação unificada entre os bancos privados e públicos, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Antes dessa unificação, a maior #Greve foi em 1951, com um pouco mais de dois meses.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, um aumento real de 5% da inflação, participação nos lucros de três salários com um acréscimo de R$ 8.317, fim do assédio moral e das metas abusivas. Até agora, a Fenaban ofereceu na última negociação, no dia 28 de setembro, aumento de 7% e abono de R$ 3.500.

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Na última assembleia, os bancários não aceitaram o acordo negociado e decidiram continuar a greve. Hoje na parte da tarde, segundo o sindicato, haverá mais uma rodada de negociações com a categoria para ver se entram em um acordo para a finalização de uma das maiores greves da história.

Essa será a 10ª rodada de negociação, e os sindicalistas já estão programando assembleias com a categoria para a próxima quinta-feira para analisar a proposta que será apresentada.

“Esperamos que os bancos façam uma proposta que valorize os seus funcionários”, reforça Ivone Silva, secretária-geral do Sindicato. “Os clientes e toda a sociedade também esperam solução para a greve.”

Greve não tira compromissos dos consumidores

A greve em andamento não isenta os consumidores de arcarem com seus compromissos, permitindo atrasar os pagamentos de suas contas.

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Os bancos têm opções para realizar os pagamentos através de canais alternativos, entre eles o Internet Banking, além correspondentes bancários como as casas lotéricas, supermercados e agências dos Correios.

No caso de boletos vencidos, os sites das instituições financeiras podem emitir segunda via com nova data de vencimento para poder realizar o pagamento em qualquer um dos canais acima.

Caso o consumidor não consiga utilizar qualquer um desses canais, deve procurar a empresa credora para encontrar outra opção para quitar a pendência. #Trabalho #Finança