#Temer assumiu o poder, afirmando que sua prioridade de governo seria a superação da crise econômica com mudanças impactantes, como limitar os gastos de governo para os valores de inflação, a fim de gerar mais empregos a partir de investidores e empresários. Esta proposta poderá ser aprovada em dezembro, mas analistas econômicos possuem opiniões que diferem quanto à eficácia do plano de governo.

A inflação recuou de 10,67% no final de 2015 para 7,9% até outubro e a taxa de desemprego estava em 11,8% em setembro, segundo o IBGE, contradizendo a proposta de Temer. Além disso, a melhora da #Economia foi apenas no período de início da posse, recuando até os últimos dois meses.

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A redução do PIB, antes da queda de Dilma em maio, era de 3,9% e agora está em 3,4%, segundo analistas do Banco Central. A análise de crescimento para 2017 subiu de 0,2% em abril para 1,1% em novembro.

Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio e ex-diretor do Banco Central, afirma que cortes mais significativos na taxa Selic iriam estimular o crescimento, em comparação ao decrescimento da inflação. Alerta ainda que o governo deve concentrar-se no setor da economia e não apenas na crise fiscal, mas salienta que Temer começou bem sua gestão, tentando equilibrar os déficits orçamentários herdados da gestão de Dilma.

Com suas propostas encaminhadas, Freitas reitera que Temer construiu uma “governabilidade” e uma estrutura no Congresso, o que implica em mais confiança na economia, mas de forma lenta, por se tratar de Governos praticamente falidos em todo o Brasil.

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André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, não vê de forma positiva esta medida. Afirma que há um “pânico excessivo” quanto ao déficit nas contas públicas e diz que o governo deveria realizar ajustes mais suaves, estimulando o crescimento da economia através de investimentos públicos e não privados.

Apesar da alta dos investimentos de empresários e consumidores, Perfeito alega que o desemprego e a cessação de renda são fatores limitantes para o aumento do poder de compra, além do momento improdutivo das indústrias que não permitem a expansão e instalação de fábricas em curto prazo.

Trump x Brasil

O republicano deve aumentar a inflação e os juros dos Estados Unidos. Com juros mais elevados, os títulos americanos se tornam mais atrativos, chamando a atenção de investidores externos.

Para contrapor este fator, a estratégia do Banco Central é a de manter a taxa de juros em alta para reduzir a saída radical de dólares do país, evitando grandes furos, e com isso o real acaba desvalorizando. #Trump