O Banco Central do #Brasil reduziu a sua taxa básica de juros na última quarta-feira (30), pelo segundo mês consecutivo. Os dados mostraram que a recessão que atingiu a maior #Economia da América Latina continuou no terceiro trimestre.

Mais cedo, o escritório de estatísticas do Estado disse que a economia em crise encolheu mais 0,8% no último trimestre, a sua sétima contração consecutiva.

A economia do Brasil está em sua pior recessão em décadas e a classificação de crédito do país foi reduzido ao status de lixo por três principais agências de rating internacionais.

O atual presidente do Brasil, Michel Temer, que assumiu este ano após o impeachment da líder esquerdista Dilma Rousseff, prometeu introduzir fortes medidas de austeridade no país.

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O mercado espera que as reformas coloquem a economia de volta nos trilhos, mas o Banco permanece preso entre a vontade de estimular o crescimento econômico e tentando atenuar a inflação de dois dígitos.

A #Inflação caiu para 7,87% em outubro. Em setembro a taxa foi de 8,48%, continuando a sua evolução descendente. Mas ainda é muito acima da meta de 4,5%.

No mês passado, o Banco fez o seu primeiro corte da taxa de juros em três anos, reduzindo a Selic em 0,25 pontos para 14%. Economistas dizem que a sua margem de manobra é limitada. O novo corte de 0,25 ponto ficou em linha com as expectativas dos analistas.

Na terça-feira (29), o Senado aprovou a primeira medida chave de austeridade no país, um congelamento de gastos de 20 anos, em um cenário de violentos protestos. Enquanto isso, o desemprego permaneceu preso em 11,8% entre agosto e outubro.

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Michel Temer enfrenta uma tarefa enorme para devolver uma economia estável para o Brasil. A economia encolheu 3,8% em 2015 e estimativas de mercado estão apontando para outro deslizamento, de cerca de 3,5% em 2016, com um crescimento fraco a voltar no próximo ano.

O Brasil tem sido duramente atingido pela queda dos preços mundiais das commodities, devido a uma luta política que levou ao impeachment de Rousseff, e um vasto escândalo de corrupção na gigante petrolífera estatal Petrobras.