O que pode ser uma grande surpresa para parte da sociedade brasileira e não tanto para alguns outros cidadãos, foi divulgado no último dia 4 de novembro, sexta-feira, pelo Tesouro Nacional, a informação de que a maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo, São Paulo, consta na preocupante listagem das capitais do país com a maior dívida já registrada pelo boletim do órgão competente, o qual leva em consideração a medição que é feita entre os parâmetros da consolidação do valor total da dívida contraída e a chamada receita corrente líquida, que em relação a megalópole brasileira é de 204,3%. 

Na 2ª posição vem a cidade do Rio de Janeiro, atingindo a casa de 87,73%, mas o documento oficial do Tesouro Nacional fez questão de salientar que “São Paulo aparece em primeiro lugar isoladamente como o ente mais endividado entre as capitais".

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Por outro lado, a melhor situação econômica entre todas as capitais do Brasil é a de Macapá, capital do Amapá, que tem 0,22%. Na média geral entre todas as representantes brasileiras, o valor obtido é de 36,68%, referindo-se ao ano base de 2015. 

Vale frisar de que a medição dos parâmetros de solvência de São Paulo é feita através dos conceitos estabelecidos de despesa com pessoal sobre a RCL - Receita Corrente Líquida, que no caso dos paulistanos foi de 42%, sendo que o limite é na ordem de 60%. Quanto à 2ª capital brasileira com a dívida maior, que é o Rio de Janeiro, a relação comparativa entre a despesa com pessoal/RCL está em 65%, percentual esse acima do limite estabelecido. 

No entanto, vale frisar que a Cidade de São Paulo é a que detém maior autonomia nas finanças, uma vez que 70% do equivalente de toda a sua receita é gerado por meio da arrecadação produzida pelos próprios habitantes circunscritos na geografia da cidade.

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Diferente de São Paulo, Macapá é a capital é a menos autônoma, tendo a representação de somente 18% de arrecadação gerada na própria cidade. 

Foi de responsabilidade do Tesouro Nacional, pesquisar todos os empreendimentos executados pelas capitais através de suas próprias fontes geradoras de recursos próprios, caracterizando o quanto cada capital é dependente ou não de fontes terceiras ou externas as cidades, objetivando bancar as despesas de modo geral. 

A capital baiana, Salvador, foi a que se destacou no quesito anterior de maior porcentual de investimentos oriundos das próprias riquezas da cidade, representando representou 93%. O outro extremo nesse mesmo quesito é a capital do Estado de Pernambuco, Recife, que depende diametralmente da injeção de capital externa ou possui unicamente 27% das dívidas sendo saldadas com recursos produzidos na própria região recifense. 

O quadro alarmante do real comprometimento das receitas em comparação com as despesas de custeio também foi estudado pelo Tesouro, comprovando o cuidado que se deveria ter nos gastos públicos, a saber: gasto com mão-de-obra, dívida de serviços e ainda demais gastos cotidianos, onde o indicador em questão atingiu o inacreditável patamar de 92% na média das capitais. 

De modo bastante resumido, São Paulo continua sendo a locomotiva econômica do país; todavia, o seu estado é como se fosse de um paciente crônico que inspira profundos cuidados e que qualquer “infecção” ou falta de transparência ou idoneidade no controle do dinheiro público, pode levar o paciente a óbito.

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#PSDB #Crise econômica #Crise no Brasil