Parece que a onda de pessimismo econômico não atingiu a Bovespa, principal #bolsa de valores do país. Nos seis primeiros meses do ano, a bolsa trouxe o melhor retorno ao investidor. As aplicações mais populares por aqui, como poupança, Tesouro Direto e CDB (Certificado de Depósito Bancário), não chegaram a metade da rentabilidade do Mercado de Ações. De janeiro e junho de 2016, a bolsa manteve ótimo desempenho, mesmo em seu rendimento real, em que a inflação é descontada.

Afora o cenário turbulento na política e #Economia do Brasil, a bolsa conseguiu obter valorização impressionante. Apenas em julho, houve alta de 10% nesta modalidade de investimento.

Publicidade
Publicidade

Considerando-se o primeiro semestre do ano, os resultados são ainda melhores: seu rendimento nominal superou a marca dos 20%.

Entre os principais #investimentos movimentados no Mercado Financeiro, o Índice Bovespa ganhou evidência com rentabilidade nominal de 22,27%. Por outro lado, os títulos públicos que trouxeram melhores resultados foram os prefixados, com rendimento de 9,38%. Em terceiro lugar ficaram os títulos indexados ao IGPM, com 8,88%.

Os CDB fecharam o primeiro semestre do ano com 7,30% de rentabilidade nominal, enquanto os fundos DI obtiveram 6,83%. O rendimento da poupança, por sua vez, ficou na lanterna do comparativo. A caderneta teve valorização de apenas 3,27%. Considerando a inflação do período de 4,42%, o desempenho é ainda pior: sua rentabilidade real fecha no negativo, chegando a cerca de -1,1%.

Publicidade

O excelente momento da bolsa refletiu na valorização de alguns papéis, com destaque para as ações da Magazine Luiza (MGLU3), que teve avanço de 412,02%. O volume total movimentado na bolsa brasileira também teve crescimento significativo. Nos primeiros seis meses de 2016, foram mais de R$ 930 trilhões negociados. Há dez anos, este volume não passava de R$ 600 trilhões ao ano.

A evolução da Bovespa também está ligada à mudança de perfil de seus investidores. Antes majoritariamente masculino, agora este universo vem se abrindo de forma expressiva para as mulheres. O público feminino se multiplicou por nove nos últimos quatorze anos. Desde 2002, foram mais de 110 mil mulheres inscritas para investir na Bolsa de Valores do país.

Os jovens também estão se interessando mais pelo Mercado de Ações. Este ano, mais de 12 mil novos inscritos na Bovespa tinham entre 16 e 25 anos. O capital estrangeiro é outro aspecto que recentemente demonstrou aumento de participação na bolsa brasileira. Nas últimas duas décadas, o volume financeiro movimentado por pessoas de fora do país cresceu mais de 50 vezes.

Quem busca valorizar capital com bons investimentos precisa ficar atento à dinâmica do mercado. O recuo econômico vivenciado especialmente em 2015 não deve ser motivo para negligenciar as finanças. O desempenho da Bolsa de Valores este ano serve como exemplo para aqueles que estão presos a aplicações pouco rentáveis, como a poupança.