Quando se escuta que algo vai baixar de preço, todos ficam felizes, como aconteceu há duas semanas, quando a gasolina e o diesel ficaram mais baratos. Mas a alegria durou pouco, pois além dos preços não terem baixado nos postos de gasolina, agora a Petrobras anuncia às distribuidoras o #aumento no preço do #gás liquefeito de petróleo, o popular gás de cozinha.

Esse anúncio com certeza vai direto no bolso dos brasileiros. Na  verdade, não será aumento, e sim uma mudança de política que acabará gerando esse acréscimo de preços. Tal medida vai estabelecer aumento de 4% no preço pago pelas distribuidoras. A mudança de preço vai depender de cada região, de acordo com o contrato feito com a Petrobras, que passou a cobrar uma taxa de uso da infraestrutura da estatal.

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As empresas que tiverem de usar os tanques de armazenagem da estatal pagarão mais caro agora.

Abuso de preços

A  Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis fez uma declaração de que no Nordeste o aumento será de aproximadamente R$ 2,15 por botijão. Já na grande São Paulo pode variar entre R$ 0,53 e R$ 2,12. No geral, em todo país a média do aumento será de R$ 2 a R$ 4.

A Petrobras nega e garante que o aumento será de no máximo 20 centavos em âmbito nacional. O último aumento real que a empresa fez foi em dezembro de 2015, quando aumentou o preço para venda entre 2,5% e 5%.

Um empresário do ramo no estado de São Paulo disse que tenta não repassar os reajustes para os clientes, mas admite não ser possível, pois já trabalha com uma margem de lucro muito pequena. Esta distribuidora paulista usa uma estratégia especial para ajudar seus fregueses> seus preços são menores quando estes buscam o botijão lá, sem usar seu serviço de entrega.

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Muitas distribuidoras pelo Brasil trabalham assim. Mesmo assim acredita-se que, se confirmado o acréscimo de 4%, o preço do gás pode chegar a R$ 62. 

Vem mais aumento por aí

Este mês não vai pesar no bolso só o aumento do gás de cozinha. Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétric), vai ser cobrada novamente a tarifa extra das bandeiras tarifárias. Começa a entrar em vigor a bandeira amarela, que inclui R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos pelos brasileiros. #BANDEIRAAMARELA