O aumento do desmatamento levou a um salto de 3,5 % nas emissões de gases estufa do #Brasil, apesar de uma recessão econômica, que reduziu os níveis de gases produzidos pela energia, transporte e setores industriais, disseram os pesquisadores.

Um relatório anual divulgado pelo Observatório do Clima do Brasil disse que a emissão no ano passado chegou a 1,92 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2), o desmatamento contribui com 884 milhões de toneladas.

O Brasil passa por sua pior recessão desde a Grande Depressão. A #Economia encolheu 3,5% no ano passado e deverá contrair 3% este ano. O aumento das emissões, apesar do abrandamento econômico acentuado levantou questões de analistas sobre a capacidade do governo para cumprir os seus compromissos no âmbito do acordo sobre o clima Paris.

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O Brasil se comprometeu a reduzir as emissões em 43% até 2030, em comparação aos níveis de 2005. "Se as emissões subiram durante uma recessão, se o desmatamento aumentou, enquanto a economia estava se contraindo, nós queremos saber o que poderá acontecer quando o Brasil retomar do crescimento econômico", disse o secretário-executivo do Observatório do Clima Carlos Rittl a repórteres.

Os gases do efeito estufa no setor de energia caíram 5,3% em 2015, enquanto o consumo de energia no Brasil caiu pela primeira vez em anos. Emissão do transporte, em um país que se move a maior parte de sua carga por caminhão, caiu 16%, enquanto a recessão impactou o uso de diesel e gasolina. Gases de efeito estufa do setor industrial caíram 1,2%.

O desmatamento no Brasil saltou para 24% no ano passado, quando 6.207 quilômetros quadrados de florestas foram destruídos. Foi o primeiro grande aumento no desmatamento em quatro anos.

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"O desmatamento na Amazônia deve cair para cerca de 3.000 quilômetros quadrados por ano, se queremos estar em condições de cumprir os nossos compromissos climáticos", disse Tasso Azevedo, o especialista em florestas e clima que coordenou o estudo.

A destruição da floresta amazônica foi, no passado, muitas vezes ligada ao apuramento de terra para o cultivo de culturas como a soja ou para a pecuária. Mas Marcio Astrini, coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace, garantiu que o desmatamento foi menor e menos relacionado com a produção de alimentos ou os preços das commodities. Segundo ele, grileiros impulsionaram a destruição da floresta visando garantir a posse de vastas áreas de terras públicas na Amazônia antes de um novo registo rural entrar em vigor em 2017. #Recessão no Brasil