A falta de troco nos estabelecimentos, como mercados e lojas, tem aumentado neste ano de 2016, trazendo como consequência o constrangimento dos funcionários diante da indignação de certos consumidores. Sem opção, empresários e comerciantes fazem estoque das #moedas, pois elas andam virando artigo disputado por culpa da diminuição de sua circulação. Eles resolvem “guardar” um pouco dos círculos metálicos para não perder de vista um bom negócio ou um bom freguês.

Alguns admitem que dar o troco correto é semelhante a uma apresentação de malabarismo circense e observam que as moedas de cinco, dez e vinte e cinco centavos são as que mais faltam em seus moedeiros.

Publicidade
Publicidade

Outros vão mais além e reclamam da falta das cédulas de R$ 2 e R$ 5, e falam que quando as têm, desaparecem com rapidez de seus caixas.

O jeito é criar saídas e uma delas é orientar os empregados para que os clientes facilitem o pagamento ou disponibilizem, pelo menos, suas moedas depositadas em seus porta-níqueis. Outra maneira – menos usual, porém muito utilizada antigamente – é oferecer balas, chicletes e guloseimas para substituir aquele sorriso amarelo envergonhado no momento do troco.

Visando ao estímulo da circulação de moedas, há quem faça propaganda nos alto-falantes para que os consumidores se sintam estimulados a tirar de suas carteiras as “redondinhas”, como é o caso do Metrô de São Paulo. A criatividade de alguns locais chega a lojas que aceitam moedas em troca de um lanche, bem como avisos feitos no computador em cima de balcões ou em locais estratégicos, clamando por qualquer trocadinho sacado do bolso.

Publicidade

Concessão de bônus, benefícios e promoções não são de todo descartadas.

Se tudo isso não funcionar, a última solução que resta é ir aos bancos, solicitar e, se tiver sorte, sair com um punhado delas.

Banco Central e questão de hábito

Duas razões auxiliam para explicar a escassez de moedas no meio circulante. A primeira seria o hábito contraído pelo brasileiro em guardar as moedas no cofrinho durante os sucessivos planos econômicos implantados nos anos 80 e 90 do século passado. Num desses planos, o Governo estimulou, por meio de campanhas publicitárias, a compra de porta-níqueis e acessórios similares para estoque e poupança.

A segunda razão vem do Banco Central que, desde 2014, vem diminuindo a produção e emissão de moedas e cédulas com intuito de contenção de despesas. Entre os meses de janeiro e agosto de 2016, emitiram-se 331 milhões de unidades postas em circulação. Menos da metade do que se produziu em 2015 – 685 milhões de unidades. O Bacen informa que o custo atual de produção de cada moeda é de R$ 0,25.

Com o mero intuito informativo, um estudo feito pela UnB (Universidade de Brasília) indica que os consumidores brasileiros deixam diariamente a cifra de R$ 1 milhão nos escaninhos de lojas e supermercados devido à inobservância, negligência ou por não exigir o troco certo. Mas cuidado: em tempos de pouca prata, não é preciso levar esse estudo à risca. #Economia #Negócios