A recessão econômica do Brasil será mais suave do que o previsto inicialmente, com menores custos de financiamento e impulsionando investimentos na maior economia da América Latina, disse a OCDE em um relatório divulgado na última segunda-feira (28).

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico prevê agora que o Brasil vai estagnar em 2017 após uma contração de 3,4% este ano. O clube de nações desenvolvidas anteriormente havia previsto uma contração de 4,3% e de 1,7%%, respectivamente em 2017 e a previsão da OCDE continua a ser bem inferior ao de economistas consultados pelo Banco Central do Brasil, que estimam um crescimento de 0,98%.

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Depois de tomar as rédeas do país em maio, Michel Temer desencadeou uma recuperação da confiança com promessas de corrigir as finanças públicas do país. Melhoria do sentimento e uma desaceleração da inflação abriu espaço para o banco central aliviar os custos dos empréstimos.

"O crescimento deverá retomar progressivamente durante 2017 devido a melhorias na confiança e investimento. O ritmo da recuperação será limitado pela dívida do setor empresarial de altura e capacidade não utilizada considerável em alguns setores", de acordo com o relatório da OCDE.

O Banco Central do Brasil no mês passado reduziu sua taxa básica de juros por ¼ de 14%, a sua primeira redução desde 2012. Sua próxima decisão de política vem na próxima quarta-feira (30), com a maioria dos analistas prevendo a taxa Selic caindo para 13,75%.

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O Investimento realizado no segundo trimestre, registrou o seu primeiro crescimento em quase três anos, uma tendência que continuará como o compromisso do governo para conter a despesa, permitindo uma maior flexibilização monetária, de acordo com o relatório da OCDE. O grupo de nações desenvolvidas prevê que o investimento no Brasil vai subir cerca de 1,1% em 2017, após um declínio de 8,6% este ano e de 14% em 2015.

O produto interno bruto do Brasil vai retomar a expansão em 2018, subindo 1,2%, de acordo com o relatório. Isso ainda é menos de metade da previsão média de economistas na última pesquisa do banco central. #Economia #Crise econômica #Michel Temer