Que os #Correios não estão no seu melhor momento, todos sabem, mas o que talvez não saibam é a gravidade da situação. Em 2015, a empresa encerrou o ano com prejuízo de 2,1 bilhões de reais; e, para o final de 2016, a previsão é que o problema se repita pelo quarto ano, e o déficit seja próximo dos 2 bilhões de reais. Buscando mudar este quadro, o Presidente dos Correios, Guilherme Campos, anunciou nesta quinta-feira (10/11), o Plano de Demissão Voluntária; que deve iniciar em dezembro deste ano, e estar disponível para adesão dos funcionários que se enquadrarem nos requisitos, até abril de 2017.

Quem se enquadra nos requisitos do Plano de Demissão Voluntária?

De acordo com o presidente da empresa, o foco são os servidores da área administrativa, que tenham mais de 55 anos, e já estejam aposentados ou já tenham somado tempo de serviço para requerer a aposentadoria.

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A empresa tem hoje 117,4 mil funcionários, e aproximadamente entre 13 e 14 mil destes, estariam elegíveis para o requerimento. A estatal espera que entre 6 e 8 mil funcionários optem por aderir a este plano e, apesar do custo gerado para a empresa, que pode chegar a aproximadamente 2 bilhões de reais, espera-se que a economia que se fará nos próximos anos, recupere o que será investido.

A previsão é de que sejam economizados entre R$ 850 milhões a R$ 1 bilhão a cada ano, pelos próximos 10 anos, dinheiro que será poupado da folha de pagamento, que, de acordo com Campos, utiliza dois terços do orçamento da empresa. Ainda, de acordo com o presidente dos Correios, se não houver uma boa adesão como o planejado, "medidas mais duras terão de ser tomadas".

O que ocorre com os funcionários que aderirem ao Plano de Demissão Voluntária?

O funcionário que fizer o requerimento da #Demissão, terá direito às verbas de rescisão (férias e 13º salário) e entrará com pedido de aposentadoria no Postalis.

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A vantagem para estes funcionários será a indenização paga pela empresa (parcelada mensalmente durante 10 anos), cujo valor deve ser calculado sobre a média salarial dos últimos 5 anos e considerando também o tempo de serviço do funcionário.

Além deste programa, várias outras medidas devem ser adotadas para aumentar a eficiência e a receita da empresa; entre elas aumentar sua participação no setor de encomendas (onde hoje há uma grande competição com as transportadoras), reforma de distribuição aérea dos seus produtos, cortes com gastos administrativos, entre outras. A empresa inclusive contratou a consultoria Accenture, internacionalmente conhecida, para auxiliar nos planos de recuperação da empresa. #Crise econômica